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STF forma maioria para manter decisões de Dino que restringem emendas parlamentares

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STF forma maioria para manter decisões de Dino que restringem emendas parlamentares
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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (16), para manter as restrições impostas pelo ministro Flávio Dino sobre o pagamento de emendas parlamentares. As decisões de Dino, que ainda precisam ser confirmadas pelo plenário, afetam as emendas "PIX" e as emendas impositivas.

O STF decidiu por 6 votos a 0 manter as restrições até que um novo modelo, mais transparente, seja adotado. Os ministros que votaram a favor foram André Mendonça, Luiz Edson Fachin, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de Dino. O plenário é composto por 11 ministros, e a maioria necessária para a decisão já foi alcançada.

A decisão suspendeu os pagamentos das emendas impositivas e determinou que as emendas "PIX" devem cumprir critérios de publicidade, transparência e rastreabilidade. Ficam excluídas das restrições apenas as obras em andamento e casos de calamidade pública.

Os ministros destacaram que há negociações em andamento entre o STF, o Congresso e o Executivo para buscar uma solução que respeite a Constituição e permita maior transparência. A reunião para discutir as medidas propostas deve ocorrer em breve.

Reações e Controvérsias

O Congresso Nacional recorreu ao STF pedindo a suspensão da decisão de Dino, alegando que a restrição paralisa serviços e obras essenciais. Os presidentes da Câmara e do Senado argumentam que a decisão é "drástica" e prejudica a execução de políticas públicas.

As emendas "PIX" permitem transferências diretas de recursos para estados e municípios sem a necessidade de convênios ou justificativas, gerando preocupações sobre a falta de transparência. Já as emendas impositivas, que totalizam mais de R$ 33 bilhões para 2024, obrigam o governo a executar os projetos.

Críticas foram levantadas por entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegam inconstitucionalidade no sistema de repasses diretos e falta de controle fiscal.

A decisão atual busca assegurar maior transparência e eficiência na execução do orçamento, refletindo o debate em torno da gestão dos recursos públicos.

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