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Defesa usa absolvição de Cláudia Cruz para defender inocência de Lula

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SÃO PAULO - Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usaram a absolvição da jornalista Claudia Cruz, pelo juiz Sergio Moro, para defender a inocência do ex-presidente na ação em que ele é acusado de ser o real proprietário de um tríplex no Guarujá, que está em nome da OAS.

— Ao absolver Claudia Cruz, o juiz Sergio Moro afirmou que, nos crimes de corrupção e lavagem, é preciso rastrear os valores. Ele usou esse critério para absolver. No caso de Lula, os valores não foram rastreados. Não seguiu a máxima, de seguir o dinheiro — disse Zanin.

Na ação, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que o dinheiro de propina repassado pela OAS a Lula, como upgrade e reformas no tríplex, foram originados em três contratos da Petrobras nas refinarias Abreu e Lima e Getúlio Vargas (Repar).

— Depois da devassa feita nas contas de Lula, nenhum valor ilícito foi encontrado. O MPF não fez prova de sua acusação . Não há qualquer rastreamento ou prova de que Lula recebeu o tríplex ou qualquer vantagem — diz Zanin.

Para o advogado, qualquer decisão de Moro que não seja a absolvição de Lula será um “julgamento político”.

Zanin afirmou que Lula foi uma única vez ao tríplex do Guarujá, jamais teve a chave ou passou uma noite ou dia no imóvel.

A defesa disse ainda que o MPF não pode usar a teoria do domínio do fato para responsabilizar Lula pela corrupção na Petrobras apenas pelo cargo que ocupou, pois nenhum órgão de controle federal ou de mercado, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou a Controladoria-Geral da União (CGU), descobriu a corrupção antes da Operação Lava-Jato.

— O cenário de macro corrupção sistêmica é fictício, para responsabilizar Lula. Ninguém pode ser responsabilizado apenas pelo cargo que ocupou - afirmou Zanin.

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