Após a busca e apreensão na casa Jair Bolsonaro e a intimação da PF para que ele deponha sobre a suspeita de falsificação do cartão vacinal da covid-19, a defesa do ex-presidente divulgou na manhã de hoje (3), que ele não irá falar com a polícia.
De acordo com o advogado Paulo Cunha Bueno, a defesa não teve tempo de ter acesso ao processo e por conta disso, se tiver que ir à sede da PF nesta tarde, Bolsonaro utilizará o direito de ficar em silêncio.
Paulo explicou à imprensa que a intimação dada a Bolsonaro ocorreu menos de três horas após ao cumprimento do mandado de busca e apreensão.
O advogado disse ainda que não estava em Brasília para acompanhar o cliente, por isso, quer que o depoimento seja marcado para um novo dia e horário.
“É uma condução coercitiva às avessas, na prática. Algo que o Supremo Tribunal Federal já tinha dito que não poderia ocorrer (...) Eu sou um advogado que raramente orienta um cliente a fazer uso do direito que todos têm ao silêncio, mas querer botar calor, não deixar que a defesa conheça os autos antes de a pessoa depor, não nos deixa outra opção", disse Paulo.
Mais cedo, Bolsonaro se manifestou e disse que não tomou a vacina , assim como também não falsificou nenhum registro de vacinação. Ele afirma que ao entrar nos Estados Unidos, o documento não foi exigido.
O ex-presidente afirmou que a filha Laura também não foi imunizada e que apenas Michelle, sua esposa, tomou a vacina durante o período em que esteve nos EUA.


