Aos 5 meses de gestação, a mulher é diarista e mora no município de Poconé, no Mato Grosso, e afirmou na rede social que não tem condições de cuidar da criança e que nem iria ficar com o filho para "receber pensão.
'Procuro um casal para adotar um bebê. Estou grávida, não tenho condições de criá-lo. Se alguém se interessar, me ligue', escreveu. Depois que recebeu algumas críticas, voltou a escrever "Não é porque o pai é bem de situação que vou viver minha vida cuidando de criança por causa de uma 'mixaria' de pensão ok".
O promotor José Antônio Borges, que atua na Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, afirmou que a jovem não cometeu nenhum crime ao publicar tal anúncio. "Esse tipo de doação não pode ser criminalizada. Crime é jogar no lixo", disse. Mas relembrou que toda doação deve ter consentimento da Justiça.
O Conselho Tutelar do município já afirmou que tomará as providências. O promotor explica que o procedimento a ser tomado nestes casos é o acompanhamento de toda a gestação e o recolhimento do bebê a um abrigo, onde será encaminhado à primeira família da fila de adoção.

