Antes de entrar no BBB24, Vinicius Rodrigues contou em entrevista a um podcast como perdeu a sua perna, em um acidente aos 19 anos.
Hoje com 29 anos, o atleta paralímpico que entrou no reality show pelo grupo "Camarote" relatou que trabalhava na oficina mecânica de uma seguradora quando resolveu sair de moto na hora do almoço. Na época, ele estava treinando para fazer prova para polícia do Paraná.
“Um carro me fechou. Estava a 60 km por hora. Bati e fiquei sentado no canteiro. Voei em câmera lenta, lembro de tudo. Eu girei. Braço quebrado, perna dobrada na bunda. Joguei a perna para frente e tentei levantar, mas não consegui. Percebi que minha perna estava mole. Estava de calça, mas senti o estrago, vi que minha perna tinha quebrado. Tive fratura exposta. Minha perna explodiu, a pele que segurou”, disse ao Mini Podcast.
Ele relata que não sentiu dor no momento do acidente, por conta da adrenalina e o susto. "Fui para o hospital, com hemorragia, perdi muito sangue, fiquei amarelão”.
“Já caí no chão trocando uma ideia com Deus. O médico me disse que tinha que cortar a perna. Ele disse que se tentasse reconstruir, ia ter que cortar minha bunda, e eu falei: ‘Não vai cortar minha bunda não. Mete a faca nisso aí’. Melhor perder perna do que perder a vida. E ele cortou na altura do joelho”.
Ele relata que passou três dias na UTI e quando foi para o quarto comum do hospital, recebeu a visita da atleta paralímpica Terezinha Guilhermina recordista mundial e deficiente visual.
"Ela me deu um moletom que ela usou nas Olimpíadas de Pequim. A gente tinha amigos em comum, da mesma igreja, e esse amigo que fez a ponte. Eu usei aquele moletom por três dias, e ele me fez virar a chave rapidão. Sempre fui bobão, de brincar e ali eu tive que ser positivo. Quando minha mãe chegou no hospital, eu brinquei: ‘ih, mãe, perdi uma perna’. O humor ajudou. Eu não tinha do que reclamar. Eu tinha ganho uma segunda chance”.
Vinicius relatou que ainda no hospital, viu um vídeo de um atleta correndo de prótese e resolveu mandar uma mensagem no Instagram para o recordista paralímpico mundial Alemão.
“Falei: ‘perdi minha perna, estou no hospital. Como eu faço para correr?’ Ele me respondeu e me ajudou. Estava no hospital e já tinha desenrolado a minha prótese. Fui para São Paulo, com tudo pago. Coloquei a prótese. No quarto mês, eu já estava ao lado do homem correndo e falei: ‘agora ninguém me pega’. E logo consegui um patrocínio”.



