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A briga pela segunda vaga no segundo turno


Por Raimundo de Holanda

21/07/2012 0h32 — em
Bastidores da Política



O grupo da senadora Vanessa Grazziotin(PCdoB) desenha um cenário no qual a segunda vaga para a disputa da prefeitura de Manaus será decidida com o deputado federal Henrique Oliveira (PR). O grupo trabalha com pesquisas qualitativas, que indicam um crescimento de Henrique nas áreas que concentram um eleitorado pobre, com pouca informação. A estratégia será trabalhar nesses locais, desidratar o potencial de Henrique e assegurar a vaga para o segundo turno com o tucano Arthur Virgilio (PSDB).

Outra visão, outro cenário

O cenário acima é uma visão particular do grupo no poder. Na outra ponta está o PSB, do ex-prefeito Serafim Corrêa, que traça um quadro completamente diferente.  Serafim apareceu com 18,1% na última pesquisa Marketing e Propaganda/CBN. A  manter esse número, o ex-prefeito pode obter entre 190 a 200 mil votos, dependendo do número de eleitores que comparecer às urnas em outubro. Em 2008, no primeiro turno, Serafim contabilizou 23% dos votos válidos e somou 200.423 votos. A manter essa performance. pode ir para o  segundo turno.

Pauderney e a virada

O deputado Pauderney Avelino (DEM) acredita em virada. Com 5,3 por cento na pesquisa CBN/Marketing e Propaganda, ele acaba de armar  um time de marketeiros  para dar uma repaginada no discurso e traçar estratégias de campanha. O pessoal  vem de São Paulo e Santa Catarina, com a missão  de turbinar o candidato e mudar a tendência de voto dos eleitores.

O otimismo de Navarro e Jerônimo

Todos os candidatos se dizem   na segunda fase do processo eleitoral deste ano. Luiz Navarro (PCB) passa a impressão  de que chega lá e para dar  um choque de moralidade no serviço público. O discurso de  Jerônimo Maranhão (PMN) não é diferente. Ele descarta qualquer possibilidade de ficar de fora do segundo turno.

Henrique versus Sabino


O deputado federal Henrique Oliveira (PR)   tem votos e isso não é contestado. Cresce nas classes pobres e sem informação, mas seu maior adversário nesses redutos é o deputado Sabino Castelo Branco (PTB). Sabino   tem 10% das intenções de voto, mas na Zona Leste tem mais, apesar da rejeição da classe média ao seu nome.

Candidatos de fé

Mesmo Herbert Amazonas (PSTU), com seu discurso nada progressista, não  está ou  não se acha na disputa para fazer número. Herbert acredita que o milagre bíblico da multiplicação de pães pode ocorrer com a percentagem de votos que tem: 1,2 por cento pode virar 40%.

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Besteira ? Nem tanto. Fé. A que dizem que pode remover montanhas. Além de Herbert, são candidatos de fé Jerônimo Maranhão e Luiz Navarro.

Braga foi generoso e gentil

O movimento de políticos nesta sexta-feira  no Jardim Europa,  foi grande. No reduto do senador Eduardo Braga, a figura que mais chamou a atenção foi a do ex-prefeito Adail Pinheiro, que tenta novamente chegar à prefeitura de Coari e conta com o apoio do senador.

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Candidatos a vereador e a prefeitos (do interior, alguns de Manaus)  que visitaram a casa de Eduardo, ontem, saíram de lá,  pela primeira vez, de sorriso nos lábios e dispostos a colocar o bloco na rua já a partir de hoje. Pegaram o senador de bom humor e com um certo sentimento de generosidade eleitoral.

Ronda nos Bairros não pegou Marcelo

Já se precavendo contra eventuais demandas na Justiça Eleitoral para detonar sua candidatura a vice-prefeito na chapa do PSB, ao lado de Serafim Corrêa, em virtude de ter comparecido ao lançamento do Ronda no Bairro, na zona leste, o deputado Marcelo Ramos distribuiu, nesta sexta-feira, via redes sociais, link com jurisprudência que, diz ele, ampara sua presença ao evento.

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Serafim Correa  reforçou a  tese, em post no seu Blog. Diz Serafim: "O fato do deputado Marcelo Ramos, meu candidato a vice, ter passado no evento do Programa “Ronda nos Bairros”,  deu a alguns dos nossos adversários a falsa impressão de que poderiam impugná-lo e só assim ganhar as eleições.Tranquilizo os nossos amigos, correligionários e eleitores. A Jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral é mansa e pacífica."

Acabou a telefonia fixa

Ao mesmo tempo em que aplaude as medidas tomadas pela Anatel ao vedar à operadora Oi a venda e habilitação de novas linhas a partir de segunda-feira, dia 23, o deputado Marco Antônio Chico Preto (PSD) pergunta se “a telefonia fixa foi substituída pela móvel”, já que se cobra um plano de melhoria para a tecnologia celular, mas nada se fala sobre a telefonia fixa. “E a telefonia fixa, como fica?”, questiona o deputado.

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ASSUNTOS: eleições 2012

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.