Pesquisa eleitoral e factoides

Por Raimundo Holanda

18/10/2020 20h31 — em Bastidores da Política

  • Análises e prognósticos precários ofendem a inteligência do eleitor e acabam colocando, por força de gravidade, na mesma cadeia de suspeitas, os institutos sérios, que fazem pesquisa para informar, não para agradar A ou B.

O candidato Ricardo Nicolau não explorou na TV ou nas Redes Sociais o resultado da pesquisa Ibope, que o colocava a dois pontos do segundo colocado na disputa da Prefeitura de Manaus. Catapultado de 4  para 11%ˆ na primeira  pesquisa Ibope, há uma semana, a velocidade do crescimento contrariava  a matemática. O  Ibope redesenhou o quadro eleitoral para criar um factoide - Amazonino caiu de 31 para 25, David de 16 para 13 e por ai vai. 

A Pesquisa divulgada neste domingo pelo Instituto Perspectiva mostra outra coisa: o quadro  teve poucas alterações nos últimos 30 dias. Nicolau cresceu  moderadamente mas nem de longe se aproxima do segundo colocado.

Nada contra o parlamentar, que vem fazendo uma campanha sem atacar adversários e focado em propostas na área da saúde, mas pesquisa tem fundamento científico e seus desvios são logo notados.  No caso da pesquisa Ibope, ficou claro que nem  Nicolau acreditou no seu resultado,  pois não explorou o suposto fato que o beneficiava no programa eleitoral. 

 Análises e prognósticos precários ofendem a inteligência  do eleitor e acabam colocando, por força de gravidade,  na mesma cadeia de suspeitas, os institutos sérios, que fazem  pesquisa para informar, não  para agradar A ou B.