O interior do Amazonas e um celeiro de eleitores fantasmas. O juiz não pode ser responsabilizado pelo fenômeno, pois geralmente atua no cível e no criminal, com inúmeras atividades e sem tempo para atender a todas as demandas de uma comarca, mas o chefe do cartório... Em Manacapuru, o afastamento do funcionário do TRE, Ivamar Oliveira Pereira, ocorreu porque muitos dos "eleitores inexistentes" tinha como endereço a casa dele. O fato, se não indica participação no crime, revela uma relação de afeto ou um sentimernto de "república estudantil" entre Ivamar e os fantasmas.
E o Cláudio ?
Então por que o juiz Luiz Cláudio Chaves foi afastado? Por que teria ofendido o corregedor do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Flávio Pascarelli. Chaves não estava no cartório no momento da correição e isso não irritou o desembargador, como chegou a ser divulgado. Mas horas depois, ao tomar conhecimento do afastamento de Ivamar Oliveira Pereira, procurou por Pascarelli, que já havia deixado Manacapuru, rumo a Manaus. Chaves usou o celular para ligar para o corregedor e tomar ciência do ocorrido. O diálogo travado entre os dois teria, segundo uma fonte do Portal do Holanda , sido o seguinte:
- Não pude estar presente, estava desenvolvendo outras atividades ligadas a magistratura. O senhor sabe disso...
- Sei...
- Mas por que afastou o Ivamar ?
- Pelas irregularidades que encontramos.
- Que irregularidades ?
-Os eleitores fantasmas, com endereço na casa dele.
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Pascarelli disse a Chaves que não recuaria, o que teria irritado o juiz, que resolveu desligar o celular, mas antes, segundo a mesma fonte, mandou o desembargador tomar no cu e ir para a puta que o pariu.
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A linguagem é chula,que perdoem os leitores que pleiteiam o título de santidade, mas repetem a mesma frase todos os dias, com os amigos, os vizinhos, no trânsito... Todavia,, um juiz deve respeito hierárquico a seu superior. E como "está acima dos outros mortais", tem o dever de ser comedido e dar bom exemplo, o que náo foi o caso...
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Quem conhece o desembargador Flávio Pascarelli sabe o quanto é elegante no trato com as pessoas, apesar de seus limites...Se mandou Luiz Claudio Chaves para o armário, foi por boa razão.
Flávia faz as malas
A superintendente da Surama, Flávia Grosso, já fez as malas. Embarca para a Genebra, Suiça, dia 2, onde fica cinco dias. Ela vai participar da XVI Conferência Mundial de Investimento WAIPA (WIC), entre 3 e 8 de setembro. Acompanha a superintendente a servidora Gracilene Roberta Belota, coordenadora geral de comércio da Suframa.
Reação à violência
A desembargadora Carla Maria dos Reis foi designada pelo Tribuinal de Justiça do Amazonas para comandar a Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência familiar. É o tribunal entrando numa luta sem trégua contra a violência a que mulheres são submetidas todos os dias. Carla Maria tem fama de durona.
Aditivo na Semed
A secretaria Municipal de Educação (Semed) firmou o terceiro termo aditivo referente a locação de veículos tipo caminhão baú, para atender as necessidades daquela secretaria, conforme identificado no Anexo I do Pregão nº 004/2008 – CLS/PM. A empresa favorecida é a MZF Comércio, Importação e Representação que reforça em R$ 3,126 milhões seu faturamento de 2011.
Ex-prefeito multado
O tribunal de Contas do Estado julgou as contas da prefeitura de Caapiranga, relativas ao ano de 2007, irregulares. Com isso, está multando o ex-prefeito, Antonio José Marques, e intimando-o a recolher aos cofres públicos a importância de R$ 51,044 mil, acrescidos de juros e atualização monetária.
Recursos federais
Diz o deputado José Ricardo (PT) que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a presidente Dilma Rousseff têm carinho especial pelo Amazonas. Os dois, conforme José Ricardo, colocaram à disposição do Estado do Amazonas cerca de R$ 21 bilhões em verbas vinculadas a obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A parte negativa é que, afirma o deputado, apesar de não faltar dinheiro, mais de 60% dessas obras não foram concluídas.
Corrupção é organizada
Deputado federal de segundo mandato, Francisco Praciano (PT-AM) tem uma idéia fixa: a corrupção. Em discurso ontem na Câmara, Praça disse que a corrupção é “sistêmica e organizada”. “A corrupção, se a gente analisar sob o ponto de vista geográfico, não respeita nenhum Estado. Ela acontece no Amapá, como aconteceu agora com a Operação Voucher da Polícia Federal. Essa mesma operação atinge o Sul, o Estado do Paraná, Brasília, aqui no centro do País. Ela está no Leste, no Oeste, no Acre, na Paraíba, no Ceará, no meu Estado. Portanto, ela é universal, em termos de Brasil e em termos de mundo. Além disso, ela é sistêmica, organizada. Ela também mata, também compromete o futuro deste País”, afirmou.
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Praciano tem razão e deve ser dol orido para ele, que até aqui não se envolveu em nenhuma falcatrua, verificar que no governo federal, onde o seu partido manda há oito anos e oito meses, essa praga parece se multiplicar a cada dia.
Fiscal dos ônibus
Frota versus Serafim
O vereador Mário Frota (PDT), que foi vice de Serafim Corrêa (PSB), fez pronunciamento na sessão de ontem da Câmara Municipal de Manaus, quando disse que ele, Frota, alertara Serafim para o fato de que entre os 500 ônibus novos entregues à população havia boa parte maquiada, só pintados para parecer novos. E mal pintados, esclareceu Frota. Ele lembrou o fato para dizer que estava com o pé atrás nesse negócio de 350 ônibus novos entregues pelo prefeito Amazonino Mendes.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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