Agora é a Amazon - Associação dos Magistrados do Amazonas - que se rebela contra portaria expedida pelo coordenador de apoio as Varas Cíveis e de Registros Públicos, desembargador Cláudio Roessing, colocando o Tribunal de Justiça do Amazonas a serviço de uma instituição privada, o Bradesco, durante cinco longos dias. A Amazon quer a revogação da portaria e defende o respeito ao princípio da isonomia. Quer dizer, chegamos ao fundo do poço. A Amazon está lembrando - e não era preciso, se o tribunal se dedicasse à pratica da justiça, sem discriminações - que todos são iguais perante a lei, independentemente da sua condição social, e que o memorando-portaria baixado por Roessing é uma violação desse principio basilar.
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A Amazon, em nota que você pode ler ao lado, não diz que vai sugerir que seus associados desrespeitem a determinação de um superior, mas o Portal do Holanda apurou que pode haver uma espécie de "greve", uma reação a um privilégio que a sociedade não toleraria.
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Pelo memorando-portaria, o tribunal dedicaria uma semana de conciliação apenas para resolver questões de jurisdicionados com pendências com o banco Bradesco...
Aprendiz de Facebook
O vereador Wilker Barreto (PHS), que fez seu último post no Facebook dia 12, avisa que não está aparecendo muito pelo Face porque ainda está aprendendo a usar a mídia social. Barreto é um tipo de dinossauro em extincão.
Mico do Sinésio
O deputado Sinésio Campos (PT), líder do governo na Assembléia Legislativa, não contava com a reação do presidente da Casa, Ricardo Nicolau (PRP), e de colegas, quando pediu que as atas fossem lidas antes de ser votadas. Era o final da sessão desta terça-feira, havia poucos deputados no plenário e Nicolau resolveu pregar uma peça no seu líder: determinou que Sinésio lesse todas 26 atas de sessões plenárias, sob as câmeras da TV ALE, deixando implícito que ele ficaria sozinho no plenário. Por muitas horas, como todos sabiam. Sinésio tentou recuar, justificando não ser membro da Mesa Diretora e Nicolau estava tomando uma atitude anti-regimental. Chegou a dizer que queria as cópias das atas, Nicolau fez que não ouviu e continuou insistindo para o líder ler as atas, porque assim concordavam todos os colegas , explicou.
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“Convido o deputado Sinésio para assumir aqui e ler as 26 atas que estão sob a mesa, para conhecimento dos deputados e da sociedade, com transmissão pela TV ALE”, disse Nicolau. A essa altura, a situação já era pura galhofa. Marcelo Ramos (PSB), por exemplo, declarou: “Eu, inclusive, vou ficar aqui ouvindo a leitura das 26 atas”. Sinésio tentava se livrar da armadilha que ele própria armara e Nicolau apertando: “Vossa Excelência vai ler ou não vai ler? Vossa Excelência está fugindo?” Sinésio apelou: “Não tem problema, e u vou fazer a leitura, contanto que os deputados permaneçam aqui no plenário”. “Então venha fazer a leitura, deputado”, retrucou Nicolau, enquanto deputados se preparavam para deixar o plenário, uns alegando que teriam de participar de uma reunião fora dali.
“Covardes”
O tempo ia passando, Sinésio continuava argumentando que não era da Mesa Diretora e pelo adiantado da hora faria a leitura “a posteriori”, no dia seguinte logo cedo. Sinésio não é do tipo fácil de se render, sabia perfeitamente que estava na berlinda e logo ia ficar sozinho. E então sapecou: “Sr. presidente, tendo em vista que os covardes já estão indo embora, eu proponho que amanhã, no inicio dos trabalhos...”. Não terminou a frase porque Nicolau estava com pressa de encerrar a sessão e liquidar o quiprocó, sem perder a última chance de cutucar o líder: “Não havendo disposição do deputado Sinésio para a leitura das 26 atas, declaro encerrada a sessão, convocando os srs. deputados para amanhã, no horário regimental”. Nenhum deputado reagiu ao ser chamado de covarde, quem sabe porque todos ficaram satisfeitos com o mico que o líder pagou, sob as câmeras da TV ALE.
Quinto mundo
O Brasil já foi um país do Terceiro Mundo, agora é um emergente com PIB de país rico e renda ainda muito concentrada. No entanto, além das mazelas que enfrenta, ainda tem político, como o vereador Ademar Bandeira (PT), que prefere o quinto mundo. Ou teria outra motivação a defesa da implantação de triciclos no sistema de transporte público da cidade, já que ele, até onde sabe, não é sócio da empresa que constrói o equipamento. Cabe, então, uma pergunta: o vereador vai usar esse tipo de transporte?
Na insistência
O deputado José Ricardo (PT) não sossega: quer porque quer ver o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador João Simões, na Assembléia Legislativa, para falar da estrutura daquele poder. O próprio desembargador, segundo José Ricardo, já manifestou interesse em dar explicações aos Poder Legislativo. O petista lembra que tem um requerimento desde 23 de março, pedindo a presença do presidente do TJA, que precisa dar uma resposta à sociedade. Ora, se os dois lados querem, é só acertar o dia e a hora para isso acontecer. O que está faltando?
PTN em Manacapuru
No primeiro mandato, o deputado estadual Orlando Cidade (PTN) tem base eleitoral em Manacapuru, mas não intenção de ser candidato a prefeito, como se chegou a especular. Cidade está gostando de ser deputado, mas avisa que o seu partido vai disputar cargo majoritário na Princesinha do Solimões, hoje administrada por Ângelus Figueira (PV). “Por enquanto eu sou cabo eleitoral do Ângelus Figueira”, explica, sorridente. E acaba informando que a sua filha Andrea Cidade, presidente municipal do PTN em Manacapuru, deve ser candidata a vice na chapa de Figueira. “O PTN vai lançar candidato a cargo majoritário”, garante.
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Se essa costura política se concretizar, o vice-prefeito de Figueira, Messias Furtado (PSOL) estará descartado na reeleição. O certo é que Orlando Cidade pretende botar o PTN num cargo majoritário em Manacapuru. E se por acaso Figueira desistir de ser candidato à reeleição, aí o PTN entra na disputa pela vaga – seja com o nome do Orlando Cidade ou da sua filha Andrea.
Ele não sabe
Meio difícil de acreditar, mas o deputado José Ricardo (PT) afirma que não sabe por qual motivo seu projeto de lei que proíbe repasses de recursos públicos para entidades vinculadas a políticos “não sai do lugar.” O deputado avisa ter dado entrada no projeto em fevereiro deste ano. Se José Ricardo não sabe, podemos pelo menos dar uma dica: os parlamentares não vão, eles próprios, trancar as portas do cofres.
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José Ricardo reclama, ainda, que “para entidades sérias nunca há recursos, mas para ONGs ligadas a políticos, sempre há prioridade para pagamentos, cujos valores são altíssimos.”
Descaso dos bancos e do Procon
A Lei dos Biombos, sancionada em 2009 e que prevê a proteção das pessoas quando fazem saques bancários, não foi colocada em prática até hoje, se queixa o autor do texto legal, vereador Homero de Miranda Leão (PHS), ao afirmar, também, que o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon/AM) não age, apesar dos apelos constantes feitos pelo vereador, que já conseguiu a instauração de procedimentos por parte do Ministério Público.
Tomou gosto
O senador Eduardo Braga (PMDB) parece ter tomado gosto por fazer cobranças ao alto escalão da República. O alvo, dessa vez, é o diretor-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), o general Jorge Fraxe. Braga, de acordo com sua assessoria, cobrou atenção do general para os portos, rodovias e hidrovias da Amazônia. Como Fraxe é da região, do Estado de Roraima, é possível que dessa vez o Amazonas consiga algo positivo, se os órgãos ambientais deixarem.
Grana do Banco da Amazônia
Quem estava com sorriso de orelha à orelha, nesta terça-feira, era o deputado Adjuto Afonso (PP) com o anúncio de que o Banco da Amazônia vai disponibilizar para investimentos na região, em 2012, de R$ 813 milhões. Afonso, que é presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Amazonas (Frempeei-AM) e foi gerente de banco uma boa parte da vida, sabe que parte dessa bolada pode ir para o empreendedores aos quais a Frente dá apoio, o que, aliás, é bem saudável.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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