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O quartel é na Aleam

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Por Holanda
08/05/2011 11h54 — em Coluna do Holanda
Já teve deputado falando em voz alta, admirado com tantos policiais fazendo a Segurança da Assembleia Legislativa do Amazonas. E não falta quem não meça o exagero e diga que há mais força policial ali do que nos quarteis. O plantel ganhou reforço há duas semanas  com a chegada do marido da diretora de Comunicação, Pamela Mota, que não seria um simples praça. O novo presidente da Casa é Ricardo Nicolau (PRP), que já prometeu modernizar os serviços e implantar o ISO 9000, construir policlínica e criar faculdade para os servidores. E, pelo jeito, quer oferecer muita proteção aos deputados, servidores e aos próprios policiais, obviamente. Afinal, esses policiais ficam longe dos quarteis e dos perigos das ruas. Enquanto aumenta a segurança dos deputados, diminui a do cidadão comum.

Cabocos perdidos no caminho do pódio

Mais uma eleição se aproxima e, na lista dos prefeituráveis, aqueles com maior chance de vencer  não têm como terra natal o Amazonas. Não se está aqui com ataque de xenofobia,  afinal todos são brasileiros, com o  direito constitucional de ir e vir,  escolher onde morar e tocar a vida.  Mas o que falta para o pessoal  da terra se animar e eleger mais cabocos para os cargos executivos?

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Dos possíveis nomes para a prefeitura de Manaus, citam-se o ex-governador e atual senador Eduardo Braga (PMDB), nascido em Belém do Pará; senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), de Videira, Santa Catarina; deputado federal Henrique Oliveira (PP), com certidão de nascimento de Florionópolis (SC) ; Deputado federal Francisco Praciano (PT), do Ceará. Se o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) for inclúido na lista, teremos um paranaense.

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Todos esses brasileiros chegaram ainda jovens ao Amazonas e, por diferentes caminhos, buscaram  o da política e se deram bem. Trabalham pelo Amazonas. Mas enquanto isso, amazonenses da gema apenas assistem a tudo do lado de fora, até questionam e criticam, mas entrar na arena para brigar com os leões, nem pensar... 


“Fazemos a nossa parte”

A incidência da improbidade administrativa, ou a suspeita, tem dado mais trabalho ao Ministério Público do Amazonas. Diz o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Érico Desterro, que o tribunal cobra o dinheiro de volta na forma de multas e devolução. “Fazemos a nossa parte”, afirma, mas a atribuição de apurar se houve crime e oferecer denúncia à Justiça é do MP, afirma Desterro. Bem, pelo menos parece que os dois órgãos tem trabalhado  para reduzir os casos de corrupção, se o número aumentou é decorrência do trabalho dos dois órgãos.

Marcha dos prefeitos

Nada a ver com o dia da Independência, em setembro. A marcha dos chefes de executivos municipais vai ocorrer nos dias 10 e 12 deste mês e será realizado pela Confederação Nacional dos Municípios. Do Amazonas, pelo menos 30 prefeitos vão a Brasília em busca de recursos federais para tocar suas obras. Como o ano de 2012 é ano eleitoral, os prefeitos têm mais é que sair em busca de grana para ticar seus projetos e assim, quem sabe, conseguem se reeleger.

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Quem se deu bem neste fim de semana foi o prefeito de Iranduba, Nonato Lopes. Com a apresentação de peças que fazem parte do XV Festival Amazonas de Ópera na sede do município, Lopes conseguiu aparecer sob os holofotes da mídia. A seu favor pesa o ‘esforço’ de se posicionar estrategicamente para estar presente nas fotos da primeira-dama, Nejmi Aziz.

Metralhadora de Praciano

O deputado Francisco Praciano (PT) resolveu atirar para todos os lados depois que assumiu a liderança da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção. O petista está a dizer que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) toma ‘algumas’ decisões  contrárias às orientações de MP, além de terem caráter político. Pior: Praciano afirma que essas decisões defendem interesses alheios.

Vai atrasar

Novidade não é, mas o presidente da Comissão Geral de Licitações (CGL) do Amazonas, Epitácio Neto, avisou que a iluminação da ponte vai atrasar. Bem, atrasada a obra já está, vai ver que ele quis dizer que deve atrasar ainda mais a entrega da ponte devidamente iluminada e com as defensas instaladas. O problema é que a única empresa foi desclassificada. Como era só o Consórcio Rio Negro de empresa concorrente, a CGL vai dar um prazo para a empresa resolver os problemas existente na minuta. Fazem parte do consórcio as empresas Citè Luz, Engeform e FM Rodrigues.

 
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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