Sabem o que o procurador disse ontem, na abertura da sessão do TRE, para uma plateia confusa e silenciosa? Que quem publicou isso na Internet (no caso o Portal do Holanda) não tem assunto”, e que ele não trabalha com "insinuação” . Resumindo, Barreiros disse que não quis dizer exatamente o que disse.
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Barreiros, como ele mesmo admitiu ontem, não insinuou nada. E, nesse aspecto, o Portal do Holanda errou. Na verdade, o que o procurador fez foi afirmar textualmente, em documento que já está no Tribunal Superior Eleitoral, que os milhões gastos na campanha do governador estranhamente conquistaram o beneplácito da maioria dos julgadores do Tribunal. Quer dizer, foi além de mera insinuação.
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O que surpreendeu foi o silêncio da Corte diante das implicações de uma declaração que pode ser interpretada da forma que convier por um ministro do TSE e, quem sabe, resultar numa denúncia ao CNJ. Afinal, o procurador, ao dizer que não trabalha com insinuações, apenas ratificou uma denúncia que macula a integridade do tribunal.
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Quanto ao Portal do Holanda, trabalhamos com fatos, e o documento apresentado, da lavra do procurador, é indesmentível. É lamentável que ele queira acusar o mordomo pelo excesso de verbo utilizado em suas petições.
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Se não vale o que escreveu sobre "os milhões que renderam estranhamente o beneplácito da maioria dos julgadores do TRE-Am" então o que é verdadeiro e claro nas acusações que faz ao governador, a quem acusa de crime eleitoral?
Arapongas da Câmara
O vereador Leonel Feitoza (PSDB) denunciou, ontem, na Câmara Municipal de Manaus (CMM) que dois funcionários da diretoria de comunicação daquela casa estavam fotografando e filmando, sem o conhecimento nem autorização do presidente do Poder, a residência do advogado Paulo Figueiredo, na manhã de sexta-feira, entre as 9h e 10h. Feitoza afirmou que a diretoria de comunicação está sendo usada para atender interesses ‘vis e mesquinhos’, para fazer politicagem.
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Testemunha ocular da ‘cobertura jornalística’ feita pelos funcionários da CMM, Feitoza assegura que viu os técnicos da Casa subirem no muro para fazer a arapongagem. Seu temor maior, disse, é que se não forem tomadas providências, daqui uns dias os gabinetes dos vereadores e até suas casa sejam palco da bisbilhotice.
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O vereador Paulo De Carli aproveitou para jogar lenha na fogueira. Está convocando o chefe da comunicação da Câmara, Hiel Levy, que seria o araponga - mor, para ser ouvido em plenário.
O rei das gafes
O deputado petista Sinésio Campos, líder do governo, tem o dom de cometer gafes e indelicadezas nos discursos, talvez para compensar, digamos, a pobreza de retórica. Nesta segunda-feira 18, durante audiência pública para discutir reforma política na Assembleia Legislativa, Sinésio desdenhou tanto do presidente da Casa, Ricardo Nicolau (PRP), quanto do próprio governador Omar Aziz, a quem estava representando formalmente no evento.
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Pois o baixinho mostrou indignação com a Mesa Diretora, que havia marcado duas audiências públicas no mesmo horário e ele gostaria de estar na outra. E derramou o copo de vez quando, sem meias palavras, criticou políticos que, assim como os macacos, vivem “de galho em galho”, referindo-se a troca de partidos. Esqueceu de que Omar acabou de trocar o PMN pelo PSD do prefeito paulista Gilberto Kassab, para comandar a nova sigla no Amazonas. Sem contar que Omar já passou por outros partidos antes do PMN. Isso é que líder.
Eu também cutuco
Por falar em gafe, o deputado Washington Régis (PMDB) também deu sua parcela de contribuição. Ao fazer sugestões para a reforma política, citou, sem falar nomes, em certos prefeitos que, não podendo mais ser candidato após cumprir os dois mandatos consecutivos permitido em lei, “correm para outro município” para trocar de domicílio eleitoral e, de novo, disputar nova eleição.
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Tudo bem, só que na plateia estava o prefeito de Urucará, Fernando Falabella, acusado exatamente por usar esse tipo de estratégia. Fernando Falabella foi prefeito de São Sebastião do Uatumã em dois mandatos consecutivos e ganhou um terceiro se candidatando em Urucará, município vizinho. No caso tem um detalhe: Urucará é a terra dos Falabella. Ali, o irmão de Fernando, Pedro Falabella, elegeu-se prefeito cinco vezes, até que enjoou e virou presidente da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), antes de terminar o quinto mandato.
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Régis perdeu três eleições antes de conseguir ser eleito prefeito de Manacapuru mas, por motivos nunca suficientemente explicados, não concorreu à reeleição, deixando aberto o caminho para o retorno do seu inimigo político Angelus Figueira. Em 2010, ganhou uma cadeira de deputado, mas está pendurado na brocha: o ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro, aquele mais do que enrolado em graves denúncias, não vê a hora de tomar o seu lugar.
Braga e Tiririca
O palhaço Tiririca, tido como analfabeto e batizado como Francisco Everardo Oliveira da Silva, o deputado federal mais votado do Brasil (1.354 milhão de votos), foi lembrado pelo senador Eduardo Braga (PMDB) nesta segunda-feira, quando se debateu a reforma política na Assembleia Legislativa. Braga defende o voto direto, declara ser contra o voto em lista fechada e acredita que o fim das coligações proporcionais pode ser aprovada. Aí “achou”o Tiririca. “Porque nós sabemos que os Tiriricas da vida acabam sendo candidatos , muita vezes até com candidaturas compradas, negociadas”, disse. Não por acaso Tiririca é do PR, partido do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, com quem Braga anda de mal desde a última eleição.
Na feira, WC é pago
Quem quiser usar os banheiros da Feira Manaus Moderna, que é um local público sob a jurisdição do município, tem que pagar, a menos que o usuário vá apenas urinar. Se o ‘serviço’ for outro é intimado a pagar. O encarregado do local diz que a cobrança é feita porque se ficar a cargo da prefeitura seria uma m.... e estaria tudo sujo, denuncia um usuário que prefere o anonimato. Pode até ser verdade essa última parte, mas cobrar por serviço sanitário e limpeza em local público é o fim da picada, e a cidade quer sediar os jogos da Copa 2014. Vai ‘mermo’.
Veículos para a Semsa
A Millenium Locadora, que tem pelo menos um contrato com prefeitura de Manaus para alugar 16 veículos por um ano, para uso da Secretaria Municipal de Educação (Semed), ao custo de R$ 2,844 milhões, ganhou mais três contratos. Desta vez a é Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) que contrata o serviço de locação de carros popular, utilitários (3) e furgão Renault adaptado para ambulância (4). Somados, os três contratos com prazo de 12 meses sai por R$ 1,211 milhão.
Sem reajuste
O aumento da tarifa de água no percentual de 10,28% aplicado pela concessionária Águas do Amazonas foi suspenso temporariamente pela juíza Patrícia Chacon de Oliveira Loureiro, da 1ª Vara Pública da Fazenda Municipal, que exigiu a realização de audiências públicas antes de a prefeitura autorizar o aumento. Caso a concessionária, que negou ter ciência da decisão, não deixe de aplicar a correção, vai pagar multa de R$ 5 mil/dia. É pouco se comparado ao valor que ela ganha com o reajuste.
Reforma política
A audiência pública realizada pela Assembelia Legislativa do Estado (ALE) nesta segunda-feira contou a presença de senadores e deputados federais, além dos estaduais. O deputado José Ricardo (PT) quer o financiamento público da campanha. Já a senadora Vanessa Grazziotin diz que audiência é fundamental, enquanto o senador Eduardo Braga (PMDB) avisa que vai ter consulta ao povo e a deputada Rebecca Garcia (PP) também quer saber o que a população pensa sobre o Assunto. Em outras palavras, parece que o povo vai ser chamado a opinar.
Demissão e comissão do reajuste
Enquanto o vereador Jaildo dos Rodoviários (PRP) quer saber por que e como funcionários de companhias de ônibus urbanos vão ser demitidos por meio de ‘plano voluntário’, o vereador Waldemir José (PT) quer criar uma comissão para fazer estudos do reajuste anual da passagem de transporte coletivo. Querem saber muita coisa, o problema é achar alguém para abrir a boca e colocar tudo em pratos limpos. Enquanto isso, o povo sofre.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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