O diretor do jornal Amazonas Em Tempo e TV em Tempo, Gutemberg Alencar, fez as malas e deu tchau para a família Raman, dona da emissora e do jornal impresso. Gutemberg repetiu no final de semana uma das rotineiras discussões com o filho do empresário Otávio Raman, Otávio Jr., com o qual não vinha se entendendo. Já no Diário do Amazonas a coisa esquentou entre os irmãos Cirilo e Cyro, que nos últimos tempos vinham divergindo sobre a administração do jornal.. Cirilo se afastou voluntariamente. É o cérebro do Diário, que já experimenta uma crise. Os funcionários temem pelo pior. Nos corredores a conversa é que o jornal pode cerrar as portas.
Vazio ideológico
O secretário da Sepror, Eron Bezerra, se queixa do fato de que o Diretório Central dos Estudantes, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) caiu nas mãos da direita, enquanto o secretário de governo, George Tasso, diz que houve mudança no contexto histórico para explicar a falta de ação política dos estudantes. Tasso constata que os partidos de esquerda, no poder, o compartilham com os de direita e do centro. Bem, com toda essa mistureba, fica difícil para os estudantes conseguirem descobrir quem está na oposição ou na situação. De outra lado talvez tenham deixado de ser massa de manobra da esquerda ou da direita.
Representação maior
Naufragada a iniciativa de criar mais municípios no Amazonas, parlamentares de rearticulam para ampliar o número de deputados estaduais e federais e já têm documento pronto para reivindicar maior número de vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Estado. Diz o senador petista João Pedro, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixou de atualizar as vagas há bastante tempo. Enquanto o TSE não amplia as vagas, corre-se o risco de ver a lista fechada implantada no processo eleitoral.
Filas & lucros
Na audiência sobre a Lei das Filas ocorrida na sexta-feira na Câmara Municipal de Manaus (CMM) descobriu-se o óbvio: o vereador Massami Miki (PSL) disse que os bancos não disponibilizam caixas para o atendimento, enquanto a vereadora Mirtes Salles (PP) se queixou do não cumprimento da Lei dos Biombos e do aumento do número de assaltos na cidade. Para não ficar de fora, Cida Gurgel (PRP) falou que os lucros dos bancos superou a casa de R$ 25 milhões – deve ser só em Manaus - e mesmo assim eles não investem em segurança. Muito menos o governo estadual, e quem paga o pato é a população.
Sem representar ninguém
O deputado estadual Vicente Lopes (PMDB) está descrente da atuação política. Ele diz que hoje o que existe é simpatia por alguns temas. Quer dizer, não existe oposição nem situação. O peemedebista vai mais longe ao afirmar que ele, mesmo sendo medo médico, não representa a classe. Pior, ele também diz ter afinidade com as populações do [Alto?] Rio Negro, mas não se diz representante delas. Bem, um deputado com crise de representação é algo raro. Se o ‘mal’ se espalha, a coisa pega.
Poucos tweets, muitos seguidores
Parece que o vereador Mário Frota (PDT) é um fenômeno no Twitter. Enquanto a maioria dos políticos tem mais tweets (posts) que seguidores, Frota faz justamente o contrário. Tem exatos 299 posts para 4.380 seguidores. Só para ilustrar, o deputado Chico Preto tem 5.593 posts para 2,248 seguidores; Adjuto Afonso tem 1.177 tweets para 413 followers e Massami Miki fez 1.881 posts para 1.343 seguidores. Vai ver que Mário Frota fala poucas e boas, ou não? De outro lado poderia explorar mais a ferramenta. Fica o lembrete.
Audiências na Assembleia
As iniciativas dos deputados estaduais para realizar audiências públicas sobre temas importantes estão aumentando. Nesta segunda-feira vai ter debate sobre política de saúde mental, por proposta do deputado Luiz Castro (PPS), e sobre a reforma política, proposição dos deputados Ricardo Nicolau (PRP) e José Ricardo (PT). No caso desta última pode até não sair nada definido, mas é uma oportunidade para o cidadão comparecer e saber o que está sendo articulado no Congresso Nacional.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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