
Estava tudo do avesso no 7 de Setembro. Enquanto a banda da Polícia Militar tocava o melô da Valdirene e das Poderosas, esquecendo o Hino Nacional, manifestantes mais do que patriotas valorizavam o pau retirado da bandeira e exibido para confrontar os que protestam por um País melhor, mais solidário e menos corrupto. Esses desvios são uma ameaça à democracia. Na verdade, os mascarados estão a serviço dos que apostam no quanto pior melhor.
O que espanta e a omissão das autoridades. Os mascarados não querem um Brasil melhor, nem lutam por igualdade de direitos. Eles estão nas ruas para plantar o ódio, promover o confronto, destruir esperanças e a crença na democracia. Pior é que estão se multiplicando no vácuo da falta de autoridade.
O Brasil do futuro está sendo comprometido agora - quer pela corrupção latente (contra a qual parte da população se revolta de forma consciente, mas ordeira), quer pelos mascarados que podem levar a todos para o fundo do poço.
O PROTESTO NA REDE
Da leitora Silvio frazão no faceboook:"Quero manifestar meu repúdio, contra a banda da PM que ao invés de tocar o Hino do Brasil, tocou o melô da Valdirene e das Poderosas, em pleno inicio do desfile militar, no Sambodromo de Manaus! Uma vergonha! Não propriamente pela musiquinha, mas pelo caráter, digo, pelo falta de caráter civico-militar!"
HORA CÍVICA
Do leitor Helenicy Santos, também na página do PH no facebook:"Nas escolas acabaram a chamada hora cívica , pois não há respeito com nossa pátria ! Agora esses baderneiros querem também acabar com o desfile de 7 de setembro com essa cena ridículo e pornográfica".
AS TARTARUGAS DO MARCELO SERAFIM E DONA TARCILA
Era março de 2006, quando o emtãp vereador Luiz Fernando denunciou que Marcelo Serafim, secretário de Articulação Política do prefeito Serafim Corrêa criava tartarugas em cativeiro, fato constatado pelo Ibama. Foi um deus-nos-acuda. Porém Marcelo reagiu: convocou a imprensa, explicou que as tartarugas estavam legalizadas, mostrou documentos e denunciou que o ex-governador Amazonino Mendes criava dez tartarugas, de forma ilegal.
NEM COMO TARTARUGA
Em seguida, junto com fiscais do próprio Ibama e mais os jornalistas, Marcelo foi no rumo de uma casa na rua Belo Horizonte, onde morava dona Tarcila, esposa do ex-governador. Foi o próprio Amazonino quem, avisado, abriu a porta para as “visitas” inesperadas. E lá estavam, num tanque de cimento, oito tartarugas e três tracajás. Mas Amazonino não se apertou.
@@@
"Quero deixar claro que é minha esposa que está criando, até porque eu nem gosto de comer tartaruga", afirmou.Fiscais do Ibama apreenderam os quelônios e aplicaram muita de R$ 55 mil em dona Tarcila.
@@@
À quase guerra das tartarugas Amazonino atribuiu a questões políticas, disse que não ia comentar o caso, mas comentou: "Eu sou político e a intenção é me prejudicar. Não vou comentar nada sobre as acusações que esse rapaz fez à imprensa”. Detalhe: Marcelo era filho do prefeito Serafim, que derrotara Amazonino na eleição 2004.
SE MARINA PERDER A REDE, MUITA GENTE CAI NO CHÃO
É grande a expectativa sobre novos partidos que precisam do aval do Tribunal Superior Eleitoral para disputar a eleição 2014. É o caso da Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, pretensa candidata à sucessão de Dilma Rousseff. O prazo final é dia 5 de outubro. É preciso que o TSE reconheça as 491 mil assinaturas de apoio e dê o registro do partido. Segundo a revista Veja, “é real o risco de que a empreitada fracasse, e os próprios militantes sabem disso”. Inclusive teriam definido um prazo para definição do que fazer: 21 de setembro. Caso Marina não consiga, seu projeto político pessoal pode fazer água. E quem apostou na criação da Rede para nela se abrigar, talvez tenha de fazer as pazes com o partido onde ainda está.
LUIZ CASTRO PRECISA DA REDE
No Amazonas, o deputado Luiz Castro (PPS) se entusiasmou com as propostas da Rede, porque nem esconde a insatisfação com o seu atual partido. Castro é um deputado atuante na Assembleia Legislativa, tem demonstrado a intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas desde muito tempo não tem apoio do seu próprio partido.
@@@
O desconforto no PPS pode ser percebido em várias declarações. Se a Rede não vier, o deputado terá de rever seu espaço, cada vez mair reduzido dentro da agremiação partidária.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


Aviso