O cancelamento do réveillon em Manaus impacta na vida de artistas, vendedores e promotores de eventos. Na verdade, impacta na vida da cidade, pois se trata de uma festa na qual se comemora a chegada de um novo ano. Se a maioria brinca, também consome e fortalece uma economia subterrânea, informal, que garante o sustento de muitas famílias.
A justificativa para o cancelamento - que também ocorre em outras cidades - é o avanço de uma nova variante de coronavírus: a ômicrom. Além de novos vírus circulantes. Manaus vive uma epidemia de gripe, com o vírus da HN2HN3.
É improvável que o vírus da gripe se acasale ou se funda em algum momento com o coronavírus, produzindo uma mutação perigosa, mas nem a ciência sabe dizer como isso em tese poderia acontecer ou não.
O fato é que, além do surto de gripe, Manaus ainda não venceu a Covid, apesar do índice de vacinados ser alto. De 1 de dezembro até este sábado foram registrados no Amazonas 2.515 casos da doença e 15 mortes. Não parece muito, mas qualquer morte resultante de uma pandemia que dizimou mais de 13 mil vidas de amazonenses este ano ainda assusta. É sinal de que o vírus ainda circulando perigosamente, o que justifica a decisão de adiar a festa de réveillon .
E há um alerta do sistema de saúde. O governo teme um novo surto após janeiro. Essa perspectiva, embora sombria, motiva os governantes a agirem com prudência. Se vier uma terceira ou quarta onda, ao menos os hospitais estarão preparados para atender quem precisar de socorro.


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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