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Esquerda, direita e o estado judicial


Por Raimundo de Holanda

30/01/2024 19h42 — em
Bastidores da Política


  • É nesse ambiente de hostilidade que o País caminha sem rumo. No meio dessa gente autoritária, o povo querendo ser ouvido…
  • Estamos muito próximos de um estado policial. O Estado Judicial - que já vivemos - para o Estado Policial é um passo.

A fórmula encontrada para preservar a democracia no Brasil está fadada ao fracasso. Sem “os crocodilos” fazendo parte desse grande esforço para unir o País, é impossível pensar em estabilidade política, em liberdade, em garantia de direitos, que são a base do sistema democrático. Não é necessário “alimentar os crocodilos”como teme o ministro Alexandre de Moraes, e “esperar ser devorado por eles”, mas entender que o mundo mudou,  que as pessoas mudaram  e que o diálogo é a chave a ser virada para proteger o que ainda é o melhor sistema de governo  - e estamos longe, como país, de ser o melhor exemplo.

Fala-se muito em gabinete do ódio construído no governo passado, mas não se tem feito outra coisa a não ser combater o ódio com mais ódio. Ou não se ouviria altas autoridades dizerem, de forma explícita, que "qualquer tentativa de apaziguamento" seria uma espécie de traição aos valores democráticos. O que essas pessoas entendem por democracia? 

Estamos muito próximos de um estado policial. O Estado Judicial - que já vivemos -  para o policial é um passo.

É nesse ambiente de hostilidade que o País caminha sem rumo. De um lado, os que se autoproclamam salvadores da democracia; de outro, os que afirmam que lutam pela democracia. 

No meio dessa gente autoritária, o povo querendo ser ouvido, e entender por que nessa disputa insana sobra para ele: investem-se contra a liberdade de opinião e ameaçam controlar não as redes sociais, mas o pensamento das pessoas. O que torna ainda mais difícil compreender o que essas autoridades falam.

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.