Embora a propaganda eleitoral tenha data fixada para seu início em 16 agosto pelo TSE, na prática ela já é feita sem disfarces pelos pré-candidatos. As redes sociais e os aplicativos de celular são uma janela escancarada para o desafio de qualquer regra eleitoral. O TSE não atualizou a legislação e vê a propaganda como concentrada no rádio e na TV, quando esses veículos perderam relevância diante da crescente inovação da internet.
É verdade que ninguém é candidato até as convenções partidárias marcadas para julho, mas todos esses atores, que sonham com a vaga de senador, presidente da República ou o governo (do Amazonas, por exemplo), agem como se estivessem habilitados, num processo de sedução e de perversão do eleitorado.
Nunca foi tão fácil chegar ao eleitor. E nunca foi tão fácil corromper o pensamento, a opinião, o desejo dos eleitores.
A Internet tem esse poder de perversão absoluta e quem souber manejar essa ferramenta vai mobilizar multidões.
Aliás, a eleição no Amazonas e nos demais estados vai ser definida por aquele que melhor manipular esse mecanismo, independentemente do carisma pessoal que tenha.
O que vale no mundo digital é menos proposta e mais o defeito do adversário que possa ser colado no eleitorado
Como quase todos os possíveis candidatos têm muitos defeitos, o que souber melhor explorar o defeito do outro tem grandes chances de vencer a eleição… E essa ausência de regra e de ética vale para todos os cargos - de deputado estadual a federal, de senador a governador e presidente da República.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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