Dilema do eleitor: em quem não votar e porque votar nesta eleição

Por RAIMUNDO HOLANDA

13/11/2020 4h32 — em Bastidores da Política

  • Em meio a sinais de que a cidade de Manaus já enfrenta a segunda onda da pandemia de coronavirus - 26 mortes e 603 novos casos da doença, anunciados nesta quinta-feira pela Fundação de Vigilância Sanitária - a campanha eleitoral empaca no tema "saúde", sem apontar saídas, mas com um fato positivo: dois candidatos que estiveram juntos no mesmo governo, um como “colaborador” e o outro como chefe do Poder Executivo, se acusaram de anabolizar contratos de cirurgias eletivas em beneficio próprio ou de terceiros. Se acusaram mas não se defenderam, o que fortalece o argumento de que falaram, um do outro, a verdade. Deram para o eleitor a chance de exclui-los do processo eleitoral neste domingo.

O eleitor deve ter consciência de que o  seu voto não abrirá apenas o gabinete do Palácio da Compensa, sede do Poder Executivo Municipal  para o  futuro  prefeito de Manaus. Representa a  chave do cofre, que não pode ser entregue a delinquentes confessos.

O eleitor sabe agora, com bastante clareza,  quais candidatos  se apropriaram, um mais que o outro ou tanto quanto o outro, de recursos que poderiam salvar vidas; quais deles, um mais que o outro,  anabolizaram valores de contratos em proveito próprio ou de terceiros quando  trabalhavam juntos no mesmo governo. Foram honestos, ao em menos ao revelarem seus pecados publicamente.