RIO DE JANEIRO, 13 Mar (Reuters) - As medidas do governo brasileiro para evitar uma disparada dos preços do diesel na esteira da alta do petróleo, que incluem um programa de subsídios, não engessam nem mudam a estratégia de precificação de combustíveis da Petrobras, disse a CEO da petroleira, Magda Chambriard, nesta sexta-feira a jornalistas.
Em coletiva de imprensa para comentar o reajuste de preço do diesel pela empresa, de R$0,38/litro, a executiva afirmou que a adesão da Petrobras ao programa de subsídios, juntamente com a alta da cotação anunciada pela empresa, significa aumento potencial de valor recebido de R$0,70/litro pela empresa.
Caso não houvesse a política do governo, a Petrobras teria elevado os preços em R$0,70, disse.
A Petrobras calcula que o aumento do diesel puro para o consumidor será residual, de R$0,06/litro, sem considerar biodiesel, após o reajuste anunciado nesta sexta-feira.
A companhia considera que o reajuste do diesel está em plena consonância com sua estratégia de precificação, que não mudou e que busca não repassar volatilidades do petróleo ao mercado doméstico, afirmou a CEO.
Mas ela ponderou que a empresa continua a acompanhar os preços internacionais e novas medidas podem ser tomadas a qualquer momento.
"A Petrobras fez a sua parte com objetivo de mitigar impactos do aumento do preço do diesel para a sociedade", destacou.
(Por Marta Nogueira e Fábio Teixeira)

