Mais de 45 mil candidatos estavam inscritos no concurso do Corpo de Bombeiros do Amazonas, realizado neste sábado. Repetiu-se os tumultos do concurso da PM: falta de pessoal para orientar os candidatos, algumas salas sem sinalização, segurança falha e protestos.
A Fundação Getúlio Vargas não aprendeu com os erros do concurso anterior, nem houve esforço para estabelecer um mínimo de disciplina na entrada dos candidatos nos locais de prova.
Os tumultos na entrada de um dos prédios da Universidade Nilton Lins ocorreram por falta de segurança.
O governo do Estado precisa cobrar da FGV o cumprimento do contrato que envolve toda a dinâmica do concurso - da contratação dos prédios com salas apropriadas, sua preparação com toda a orientação aos candidatos, números indicativos colocados nas salas, pessoal de apoio, setas nos corredores, fiscais, segurança, corpo médico para emergência, entre outras obrigações.
Não cabe aos proprietários dos locais cedidos ou alugados essa tarefa, que é responsabilidade exclusiva da Fundação. Paga para isso.
A FGV tem um nome a zelar, uma responsabilidade com a contratante e com o público que se inscreve e que acaba sendo vitima do despreparo dos organizadores do certame.
Na escadinha de vagas abertas pelo Estado do Amazonas via concurso público, vem aí o da Polícia Civil, onde já há pelo menos 40 mil inscritos. Espera-se mais responsabilidade da FGV, que não está circunscrita, repetimos, à tarefa de aplicar as provas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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