
Um novo sinal vermelho foi aceso. A má notícia vem do outro lado do Atlântico: 265 mil infectados pela Covid na França em 24 horas, outros 130 mil no Reino Unido, 100 mil novos casos na Espanha, países que investiram maciçamente em vacinas.
O horizonte é sombrio. Nunca é demais lembrar que Manaus foi o epicentro da pandemia em janeiro e o risco de uma nova onda é real. Possivelmente com menos mortes, mas com o sistema hospitalar colapsado caso aumente a necessidade de internações.
Há todo um quadro mundial que indica a urgência de adoção de medidas que evitem aglomerações - o que não vem sendo respeitado na cidade, com festas e shows ainda sendo realizados com grande público.
Parece muito claro que aprendemos pouco com a dor de tantas perdas.
Por puro acaso chegamos até aqui. Sobreviventes de uma grande tragédia, mas não imunes ao vírus que continua ativo e matando.
Quando vamos aprender? Esse vírus pisou em nossos calos e levou os que amávamos. E ainda assim não aprendemos a nos cuidar e a cuidar dos outros.
É possível que na passagem do ano muitos percebam que há cadeiras vazias em torno da mesa, o que tornará o vinho ou a cerveja com gosto de fel. É possível que muitos entendam que não há o que comemorar. Ou aprendemos com a dor ou nunca aprenderemos...
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




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