A apresentação espontânea do acusado não impede a autoridade policial de solicitar sua prisão preventiva. Jean disparou cinco tiros contra a vítima depois de uma mera discussão de trânsito. Está evidente que a liberdade de que vem gozando constitui um perigo à ordem pública e a instrução criminal.
O cabo da Policia Militar do Amazonas, Jean Nascimento, que matou com cinco tiros o sargento Tiago Jorge de Jesus, compareceu espontaneamente à delegacia de Homicídios, confessou o crime, alegou legitima defesa e foi liberado.
Aí reside a revolta dos parentes da vítima, mas sem o flagrante a cautelar de natureza precária inexistiu para que lhe fosse dada “voz de prisão”.
A apresentação espontânea do acusado, entretanto, não impede a autoridade policial de solicitar sua prisão preventiva. Resta saber se o delegado do caso já formalizou o pedido junto ao Tribunal de Justiça. Se não o fez, deve fazê-lo em respeito aos anseios da família da vitima e da sociedade.
Jean disparou cinco tiros contra a vítima depois de uma mera discussão de trânsito. Está evidente que a liberdade de que vem gozando constitui um perigo à ordem pública e a instrução criminal.
O excesso de disparos na vítima revela ódio e descontrole que o incapacitam para continuar em liberdade.
O pedido da preventiva é urgente. Afinal, a autoridade policial tomou conhecimento do homicídio pelo próprio acusado. Portanto, tem a prova do crime e sua autoria.
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




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