O governador do Amazonas, Wilson Lima, conseguiu contornar as ameaças contra o seu mandato a um custo muito alto. Para quem já era refém de grupos com interesses econômicos no governo, Wilson perdeu os pés em outras duas frentes: no Parlamento - onde os partidos de centro passaram a ter mais influência no governo, nomeando secretários ou indicando seus membros para secretarias - e no Judiciário, onde advogados ousaram criar uma blindagem que parece inexpugnável.
Pouparam-lhe a mão direita para fazer uso da caneta BIC. Restou uma figura caricata, mutilada, que deve chegar as eleições de 2022 sangrando.
Curiosamente, o Wilson que sangra é o homem no cargo que interessa para grupos de oposição que vão disputar o governo em 2022. Como também é o homem que interessa ao "centrinho", desde que faça uso da caneta e alimente campanhas politicas de aliados não confiáveis.
Todos esses parlamentares que formam o “centrinho” na Assembleia Legislativa do Amazonas, sabem que Wilson terminará só, mas o mais importante é que seguir com ele, costurando suas feridas e iludindo-o de que, de repente, se transformou em um "estadista”, produz dividendos (di-vi-den-dos) que ainda fazem a cabeça do eleitor menos informado.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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