Bastidores da Política - Amazonenses querem respeito neste momento de dor e sofrimento


Amazonenses querem respeito neste momento de dor e sofrimento

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

07/01/2021 20h31 — em Bastidores da Política

  • É hora de alguém bater na mesa, salvar vidas e criticar menos, xingar menos, atacar menos. Os amazonenses querem respeito neste momento de dor e sofrimento

Com o número de infectados aumentando e as mortes subindo, o governo do Amazonas e  a Prefeitura de Manaus terão que abrir os cofres. E gastar. Mas gastar tornou-se um problema para qualquer agente público. Mesmo os decretos de emergência, autorizando despesas excepcionais, não são suficientes para desatar os nós que há nas leis, nem desarmar os órgãos de controle.

Dinheiro há - o governo do Amazonas fechou dezembro com uma receita de R$ 22,5 bilhões e o prefeito eleito recebeu  os cofres com recursos suficientes para tocar obras e investir em saúde.  Mas não podem agir sozinhos. O momento exige união, destrave da burocracia e parceria dos órgão de controle, que não podem abrir mão da tarefa de fiscalizar, mas sem impor obstáculos excessivos que alonguem a compra de remédios, leitos, montagens de hospitais de campanha e contratação de pessoal técnico.

Bem fez a Defensoria Pública ao insistir na reativação do Hospital Nilton Lins. Mas não é suficiente. Hospitais de Campanha poderiam ser montados nos bairros, com a ajuda do Exército e forte investimento estatal.

É hora de alguém bater na mesa, salvar vidas e criticar menos, xingar menos, atacar menos. Os Amazonenses querem respeito neste momento de dor e sofrimento

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.