No início de janeiro desse ano, o Sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana de São Paulo, voltou a operar em alerta, com pouco mais de 35% de sua capacidade. A diminuição da porção de chuva sobre a área também têm a ver com isso, mas uma das causas principais do problema está na Amazônia.
De acordo com o INPE, em 2020, a Amazônia teve recordes de focos de incêndio e de área desmatada. Foram destruídos 11,1 mil km² de Amazônia Legal de agosto de 2019 até julho de 2020, quase 10% a mais que o mesmo período do ano anterior.
Boa parte das chuvas que chegam à região Sudeste do país vem da Amazônia que, inclusive, produz umidade que gera chuvas até mesmo em outros países da América do Sul, como Uruguai e Paraguai. Esse fenômeno é conhecido como “Rio Voador”, que são fluxos concentrados de vapores atmosféricos formados por massas de ar.
Se lembrarmos que estamos falando de um bioma com mais de 600 milhões de árvores podemos entender a relevância do fenômeno: cerca de 20 trilhões de litros de água são enviados para a atmosfera todos os dias.
É devido à isso que diversos segmentos da sociedade no Brasil e em todo o mundo estão preocupados com a nossa floresta, especialmente quando o assunto é conter o avanço das mudanças climáticas e garantir as metas do Acordo de Paris para manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C.

