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ZFM fica de fora de proposta de corte de benefícios fiscais do Governo

ZFM fica de fora de proposta de corte de benefícios fiscais do Governo
ZFM fica de fora de proposta de corte de benefícios fiscais do Governo

O Governo Federal protocolou no Congresso Nacional, na última sexta-feira (29), um projeto de lei complementar que propõe um corte linear de 10% em benefícios fiscais concedidos a empresas. A medida, vista como essencial para fechar o Orçamento de 2026, tem como meta arrecadar R$ 19,76 bilhões. O texto foi entregue pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

O valor da arrecadação, embora ainda dependa da aprovação, pode ser contabilizado no Orçamento de 2026. A proposta precisa ser sancionada e entrar em vigor até março do próximo ano para que o governo evite ajustes no caixa e possíveis cortes de despesas.

Apoio político e confiança na aprovação

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, demonstrou confiança na aprovação do projeto. Segundo ele, o tema está sendo discutido diretamente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

"A proposta foi desenhada para gerar resultados concretos e há um amplo entendimento político de que o corte precisa ser efetivo, não apenas simbólico", afirmou Durigan.

O corte de 10% atingirá benefícios fiscais de diversos impostos, como IRPJ, PIS, Cofins, CSLL, IPI, contribuição previdenciária patronal e Imposto de Importação. Na prática, empresas com alíquotas reduzidas terão o benefício limitado.

Exceções e resistência no congresso

Durigan esclareceu que a medida não afetará benefícios constitucionais, como os da Zona Franca de Manaus, do Simples Nacional, ou incentivos de produtos essenciais como os da cesta básica. Além disso, a proposta não altera a isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas e para entidades sem fins lucrativos.

Apesar da confiança do governo, a tramitação no Congresso promete ser desafiadora. Setores da economia que hoje se beneficiam dos incentivos fiscais já articulam para tentar barrar ou modificar o projeto.

Outras medidas e foco na arrecadação

Para cumprir a meta fiscal, o governo também depende da aprovação de outras medidas. Uma delas é a medida provisória que aumenta a tributação sobre aplicações financeiras, Juros sobre Capital Próprio (JCP) e apostas esportivas, com previsão de arrecadação de R$ 20,87 bilhões em 2026. O governo também espera arrecadar cerca de R$ 27 bilhões com o Programa de Transação Integral (PTI), que busca resolver litígios tributários.

O projeto de lei complementar, além do corte de 10%, inclui um endurecimento nas regras contra apostas ilegais, responsabilizando solidariamente bancos e intermediários de pagamentos que operarem com sites sem licença.

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