O Hospital Getúlio Vargas deixará de ser administrado pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. A partir do próximo ano passará a ser gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, criada pelo Governo Federal . A empresa também contará com aporte de recursos privados, o que leva o governo a parcerias público-privadas para administração dos hospitais universitários.
O Hospital Getúlio Vargas deixará de ser administrado pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. A partir do próximo ano o hospital passará a ser gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, que está sendo criada pelo Governo Federal por intermédio do Ministério da Educação – MEC.
O primeiro sinal de que a administração do HUGV mudará de mãos foi o investimento de R$ 3,2 milhões em equipamentos, que já foram repassados para o hospital. São equipamentos de ressonância magnética, hemodinâmica, Raio X computadorizados, Raio X simples, mamografia entre outros. O diretor geral do HUGV, Lourivaldo Rodrigues adiantou que até o final do mês de setembro o hospital irá receber mais R$ 2 milhões em equipamentos.
O diretor explicou que esses novos equipamentos vão agilizar o atendimento, inclusive em cirurgia de alta complexidade, reduzindo também o tempo de permanência do paciente no hospital. Disse, ainda, que os atendimentos continuarão a ser feitos pelo Sistema Único de Saúde – SUS. Dentro desse novo contexto, está previsto a construção de um prédio de 12 andares, sendo dois andares de estacionamento, para funcionamento do HUGV.
O custo total do novo prédio do hospital será de R$ 90 milhões, desse total, segundo Lourivaldo Rodrigues, já foram liberados R$ 15 milhões e outros R$ 20 milhões já foram aprovados e deverá ser liberado no início do próximo ano. “Inicialmente me posicionei contra a privatização do HUGV, mas depois com os investimentos em equipamentos e na liberação de recursos para construir um novo hospital vi que a coisa era séria e tive que rever meus conceitos”. .
O hospital vai contar, inclusive, com um centro para transplantes de rim, fígado, córnea e medula. Além disso, o centro de cirurgias cardíacas que hoje funciona no Hospital Francisca Mendes deverá ser instalado no HUGV. “Não posso falar pela reitora da Universidade, mas só um louco não aceitaria a proposta que está sendo oferecida” observou o diretor geral do Getúlio Vargas. O hospital passa hoje por sérios problemas financeiros, uma vez que a UFAM não tem recurso para fazer os investimentos necessários.
O Projeto de Lei número 1.749, de autoria do Governo Federal que cria a EBSERH, tramita em regime de urgência, devendo ser aprovado no Congresso Nacional até o final do mês de setembro. A partir dai calcula-se um período de seis meses para resolver as questões burocráticas e assinatura de contrato, onde as universidades federais passarão o imóvel e o patrimônio dos Hospitais Universitário para a EBSERH.
A empresa será administrada por um conselho formado por representantes do Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Ministério do Planejamento e dos hospitais universitário. O Projeto de Lei especifica que nenhuma das 46 Universidades federais será obrigada a aceitar a proposta de privatizar seu Hospital Universitário, mas o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação já deixou claro que quem não aderir ao projeto terá que administrar o hospital com os próprios recursos.
A privatização dos hospitais universitários vem sendo discutida desde o ano passado pelo Governo Federal, que chegou a manda para o Congresso um Projeto de Lei que foi retirado de pauta. Mas no final do mês de junho deste ano o Governo mandou outro projeto, que agora tramita em regime de urgência.

