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Thiago de Mello encantou o mundo com sua poética comprometida com o social e político

Thiago de Mello encantou o mundo com sua poética comprometida com o social e político
Thiago de Mello encantou o mundo com sua poética comprometida com o social e político

Manaus/AM - Titular da Cadeira 29 da Academia Amazonense de Letras por mais de 60 anos, Thiago de Mello encantou o mundo com sua poética e se tornou um ícone da literatura regional. 

Seu nome era Amadeu Thiago de Mello, nascido em Porantim do Bom Socorro, município de Barreirinha no dia 30 de março de 1926. 

Ainda criança, em 1931, mudou-se com a família para Manaus, onde iniciou seus estudos no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e depois, no Ginásio Pedro II, hoje Colégio Amazonense D. Pedro II. 

Mudou-se para o Rio de Janeiro onde, em 1946, ingressou na Faculdade Nacional de Medicina, mas abandonou o curso para seguir a carreira literária.

Seu primeiro livro de poemas, “Coração da Terra” foi lançado em 1947 e em 1950 publicou seu poema “Tenso Por Meus Olhos”, na primeira página do Suplemento Literário do Jornal Correio da Manhã. 

Em 1951 publicou “Silêncio e Palavra”, muito elogiado pela crítica e em seguida publicou: “Narciso Cego” (1952) e “A Lenda da Rosa” em (1957).

Em 1957, Thiago de Mello foi convidado para dirigir o Departamento Cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro e entre 1959 e 1960 foi adido cultural na Bolívia e no Peru. 

No ano de 1960 publicou “Canto Geral” e entre os anos de 1961 e 1964 foi adido cultural em Santiago, no Chile, onde conheceu o escritor Pablo Neruda, de quem faz a tradução de uma antologia poética.

Estatuto do Homem

Após o golpe militar de 1964, Thiago de Mello renunciou ao posto de adido cultural e em 1965 foi residir no Rio de Janeiro. Em 1966, Thiago de Mello publicou “A Canção do Amor Armado” e “Faz Escuro Mais Eu Canto” (1968). 

Perseguido pelo governo militar, retornou para Santiago, onde permaneceu exilado durante dez anos. Em 1975 recebeu o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo livro “Poesia Comprometida Com a Minha e a Tua Vida”.

Nesse período sua poesia ganhou forte conteúdo político e indignado com o Ato Institucional nº. 1 e por ver a tortura ser empregada como método de interrogatório, escreveu o seu poema mais famoso, “Os Estatutos do Homem”, em 1977.

Um dos trechos mais famosos do Estatutos do Homem, que se tornou um dos mais compartilhados nas inúmeras homenagens feitas ao poeta hoje é o do Artigo III:

“Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, e que os girassóis terão direto a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer abertas, o dia inteiro, para o verde onde cresce a esperança”.

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