Manaus/AM - As terras indígenas Waimiri-Atroari, na fronteira do Amazonas e Roraima e a de Trombetas/Mapuera, na fronteira do Amazonas, Pará e Roraima, onde vivem os indígenas Hixkaryana, são as mais ameaçadas com o avanço do desmatamento na Amazônia nos dois últimos meses de 2021.
A informação é de estudo divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), após um mapeamento da derrubada da floresta ao redor desses territórios com o objetivo de ajudar a evitar que eles sejam invadidos.
Em 2021, o desmatamento atingiu a maior área em 14 anos, reveloi a pesquisa, que analisou o desmatamento a até 10 km das áreas protegidas na Amazônia.
A terra indígena Trincheira/Bacajá, no Pará, foi a mais ameaçada pela destruição nos últimos dois meses de 2021. Além dela, outras sete terras indígenas que ficam em solo paraense estão entre as 10 que tiveram mais ocorrências de desmatamento ao seu redor, o que faz do Pará o estado prioritário para as ações de proteção.
As terras indígenas mais ameaçadas em novembro e dezembro de 2021 foram a TI Trincheira/Bacajá (PA), Cachoeira Seca do Iriri (PA), Uru-Eu-Wau-Wau (RO), Parakanã (PA), Waimiri Atroari (AM/RR), Arara (PA), Alto Rio Guamá (PA), Trombetas/Mapuera (AM/PA/RR), Arara da Volta Grande do Xingu (PA) e Koatinemo (PA).
O monitoramento do desmatamento que está ocorrendo dentro das terras indígenas foi feito mensalmente, visando saber o que está acontecendo ao redor das terras. Dessa forma, é possível acionar os órgãos de fiscalização que podem agir na proteção deles para evitar que a derrubada da floresta avance sobre seus limites, informa o Imazon.


