Manaus/AM – A queda da ponte sobre o Rio Curuçá, no KM-23 da BR-319, completa um ano nesta quinta-feira (28). O desastre deixou cinco mortos e 10 feridos e as causas do acidente seguem sendo investigadas.
O acidente
Dois dias antes do acidente, uma cratera se abriu nas extremidades dos dois lados da ponte no Rio Curuçá. No Dia 28, o problema se agravou. Revoltados, os motoristas decidiram fazer um protesto na ponte impedindo que outros veículos passassem, temendo algum desastre. Mal sabiam que o pior estava por vir, pois momentos depois a ponte desabou.
Vítimas
Ao todo, 10 pessoas ficaram feridas, entre elas crianças e idosos. As vítimas foram socorridas e encaminhadas para unidade hospitalares de Careiro Castanho e Manaus.
As vítimas da tragédia são: o motorista Marcos Rodrigues Feitoza, 39; o cirurgião-dentista Rômulo Augusto de Morais Pereira, 36; a ex-servidora da Prefeitura de Manaus Maria Viana Carneiro, 66; Darliene Nunes Reis Cunha, 25, e servidor da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), João Nascimento Fernandes, de 58 anos, que só teve os restos mortais encontrados em fevereiro deste ano.
Pontes improvisadas
Dez dias depois do acidente, outra ponte desabou no KM 25, no Rio Autaz Mirim. Por sorte ninguém ficou ferido.
Nos primeiros dias, a Defesa Civil estava realizando a travessia de pessoas com barcos. Veículos não conseguiram viajar de Manaus para os municípios de Autazes, Careiro Castanho e Novo Airão.
Um mês depois, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) providenciou uma balsa para fazer o transporte de veículos e pessoas no Rio Curuçá e fez um aterro no rio Autaz Mirim para a travessia. A medida foi provisória enquanto duas novas pontes sejam construídas.
Perícia
Para investigar as causas do acidente, vários órgãos foram envolvidos como a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), a Polícia Miliar, Civil e Federal. Até hoje, não houve finalização do laudo da perícia que justifique o que causou o acidente.
Novas pontes
As novas pontes ainda estão sendo construídas. Em paralelo a isso, o Dnit ainda segue retirando escombros dos dois rios.
Atualmente, a ponte que fazia a travessia de carros no local, desde a tragédia, precisou ser travada, em razão da estiagem do rio.
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