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Prefeituras terão que adotar medidas para enfrentar cheias no Amazonas

Defensoria expediu recomendação

Prefeituras terão que adotar medidas para enfrentar cheias no Amazonas
Prefeituras terão que adotar medidas para enfrentar cheias no Amazonas

Manaus/AM - A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) expediu recomendação, nesta quinta-feira (15), para que as prefeituras dos municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá, Beruri, Guajará, Ipixuna, Envira, Eirunepé, Itamarati e Carauari adotem medidas de enfrentamento paras as cheias. O trabalho deve ser feito com a implantação de um Plano de Contingência com ações a curto prazo.

Entre as medidas constantes na recomendação estão a identificação, avaliação e cadastramento da população ameaçada ou atingida pela enchente e atendimento para abrigar moradores da região afetada. Toda ação deve ser feita atendendo regras de distanciamento social e prevenção ao coronavírus, inclusive com divulgação de campanhas de incentivo e prioridade na aplicação de vacinação para a população desabrigada.

A recomendação ainda estabelece que os municípios forneçam ajuda humanitária com alimentos, água potável, além de kit para higiene com álcool em gel 70% e máscaras; kit limpeza, e kit dormitório (colchão, travesseiro e roupa de cama ou rede). Também propõe a construção ou reforma de pontes e barragens e a disponibilização de madeira para a construção de "marombas".

O documento, assinado pela defensora pública Jéssica Matos e pelos defensores Gabriel Herzog e Rodolfo Lôbo, estabelece o prazo de dez dias úteis para a manifestação dos municípios. Caso a recomendação não seja acatada, a Defensoria adotará medidas legais necessárias, como o ajuizamento de Ação Civil Pública.

As orientações têm como base os direitos sociais garantidos na Constituição Federal, no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que delineia direitos humanos básicos como o direito à saúde, à alimentação, à moradia, ao vestuário e à segurança.

Encontro Virtual

Na última quarta-feira (14), a Defensoria se reuniu com os prefeitos das calhas do Purus e Juruá, no intuito de ouvir os municípios sobre a situação das enchentes. A reunião virtual contou com a participação do defensor público geral do Amazonas, Ricardo Paiva, do subdefensor geral, Thiago Rosas, do defensor público Rodolfo Lobo e dos prefeitos e representantes dos municípios de Itamarati, Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Eirunepé, Tapauá, Envira e Guajará.

O defensor público geral manifestou sua preocupação com a situação. “Temos percebido pessoas desabrigadas, perdendo suas produções. Precisamos entender essa circunstância e colocar a Defensoria à disposição. Nosso desejo é ouvir os municípios, que muitas vezes tem recurso limitado, e entender como podemos ajudar”, pontuou Ricardo Paiva.

Durante a reunião, prefeitos e representantes das calhas do Purus e Juruá colocaram em pauta, principalmente, as necessidades de assistência em medicamentos e alimentos, assim como a dificuldade logística e as consequências negativas da enchente para a produção rural.

“A logística do Amazonas é o primeiro obstáculo e conseguir recurso também. O tempo de resposta dos governos Estadual e Federal é extenso. Por mais que sejam 45 dias o pico da cheia, depois disso, essas pessoas precisam se alimentar, a cesta básica é extremamente necessária, pois toda a produção está comprometida”, esclareceu o secretário de Governo de Eirunepé, Jeordane Oliveira de Andrade.

Na reunião, o defensor geral destacou que a Defensoria recomendou ao Estado do Amazonas o planejamento e implementação do programa de auxílio emergencial estadual para a garantia de renda mínima à população em situação de vulnerabilidade decorrente das cheias dos rios Purus e Juruá, nas regiões mais fortemente afetadas até o momento.

 

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