A identificação de uma espécie de cochonilha exótica Capulinia linarosae em uma propriedade rural no município de Iranduba, levou pesquisadores da Embrapa Amazônia a ficar em alerta, pois trata-se de pequenos insetos parasitas que sugam a seiva da planta e podem causar a morte pelos danos severos que causam na goiabeira.
Esse é o primeiro registro da ocorrência no Brasil dessa cochonilha e até o momento há indícios de ocorrência em outros estados brasileiros, mas os pesquisadores alertam que é importante atuar no monitoramento e prevenção do inseto para os divulgadores.
A preocupação é grande porque o Brasil é um dos maiores produtores mundiais da fruta. Após visitas a outras propriedades, foi detectada a praga em goiabeiras dos municípios amazonenses próximos a Manaus, em propriedades no interior de Manaquiri, Manacapuru, Careiro da Várzea, Careiro-Castanho e Rio Preto da Eva, em plantios pequenos de até um hectare. Embora os mesmos sejam confirmados, ainda não são cochonilhas da mesma espécie.
De acordo com relato dos pesquisadores, a Capulinia linarosae age destruindo ramos, folhas, frutos, chegando a causar a morte das goiabeiras. Por conta dessa situação, os pesquisadores alertam os produtores de goiaba no Amazonas e de outros estados, como o Ceará, que é um dos maiores produtores do Brasil.
Há recomendações dos cientistas para monitoramento e controle da nova praga e assim evitar que se alastre para outras produtoras da fruta.
As informações sobre o controle podem ser obtidas na Embrapa Amazônia e o problema está sendo compartilhado para organizações que atuam na defesa fitossanitária Brasil, segundo informou o pesquisador da Embrapa Amazônia Gasparotto. “É importante que os produtores de goiaba também tenham conhecimento das medidas de controle para essa praga e dos sintomas que a caracterizam”, disse.
No município de Iranduba, algumas medidas de controle foram aplicadas no município de Iranduba. A propriedade, que serviu de base para a pesquisa, é do produtor de frutas Edney Marques. Ele conta que a infestação foi alta e gerou perda de frutos. “Afetou bastante a produção e dá muito trabalho para controlar”, complementou Marques.
A Embrapa enviou informações de como fazer a poda de limpeza e remoção dos galhos, que podem ser enterrados ou queimados para promover a morte das cochonilhas.
Nas que não podem ser podadas, as partes duras como cascas podem ser limpas com a ajuda de um escovão de cerdas e foi aplicado óleo mineral (75,6% m/v) na concentração do produto de 1,5 ml para 1 litro de água. O controle da praga se deu após duas aplicações com intervalos de 15 dias.

