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Fiocruz doa 27 mil máscaras para comunidades indígenas do Amazonas

Fiocruz doa 27 mil máscaras para comunidades indígenas do Amazonas
Fiocruz doa 27 mil máscaras para comunidades indígenas do Amazonas

Nos dois primeiros meses deste ano de 2022, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) / Fiocruz Amazônia doou 27 mil máscaras de proteção contra Covid-19 para comunidades indígenas distribuídas no Amazonas e em outros estados da Amazônia Brasileira.

A distribuição do material, que foi entregue para a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), tem o objetivo de reforçar as ações de prevenção contra a Covid 19, e suas variantes, tanto nas áreas situadas em perímetros urbanos como nas aldeias isoladas e casas de saúde indígena atendidas pelas duas entidades.

As máscaras continuam sendo importantes aliadas no combate à contaminação entre os indígenas, sobretudo os aldeados em situação de vulnerabilidade devido ao contato com os não-indígenas.

Com atuação em nove estados da Amazônia brasileira e articulada a uma rede composta por associações, federações regionais e organizações indígenas, a Coiab informa que fará a distribuição dos utensílios a partir de um mapeamento realizado pela entidade. 

“Estamos trabalhando desde 2020 a importância do autocuidado junto aos indígenas. Porém, o custo das máscaras aumentou muito e essa tem sido uma das principais barreiras de acesso a esse equipamento de proteção individual”, explica a coordenadora da Coiab, Nara Baré. 

Nara lembrou que ainda há o temor de que a doença acometa gravemente pessoas que não estão imunizadas. “A máscara é um fator importante para o nosso bem-estar”, afirmou, admitindo que existe demanda principalmente nas casas de saúde indígenas e que todo material doado é muito bem-vindo.

Para a Foirn, foram enviadas, no total, 10 mil máscaras a serem encaminhadas pela Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto para o município de São Gabriel da Cachoeira (a 862 quilômetros de Manaus), onde foi registrado um aumento de 2.988% nos casos de Covid-19 somente no mês de janeiro. 

O município é considerado como o mais indígena do Brasil, reunindo 23 etnias, distribuídas em 750 comunidades, e faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela. 

“Nesse caso, demos uma atenção urgente ao atendimento em virtude do avanço significativo nos casos e a tendência de aumento”, explicou a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken. No mês de janeiro, o município contabilizou 1.368 novos casos da doença.

Adele Benzaken destacou que os estudos e pesquisas envolvendo as populações indígenas sempre foram prioridade na história da Fiocruz Amazônia. “Durante a pandemia, estabelecemos uma parceria importante sobretudo na parte de formação para as lideranças indígenas e conselheiros de saúde, juntamente com a Distrito Sanitário Especial Indígena (Disei) Manaus, com orientações sobre prevenção à Covid-19, a importância da vacinação e o combate às fakenews”, complementou.

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