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Nelson Azedo cassado. Veja aqui a prova do crime


O deputado Nelson Azedo (PMDB) foi cassado nesta segunda-feira  pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral e fica inelegível por oito  anos. Isso o coloca de  fora das eleições de outubro. 

Ouça a gravação do Caso Prodente



O TRE já havia julgado, em 24 de março, improcedente  ação de investigação judicial eleitoral (Aije) contra o deputado, mas o TSE, atendendo representação do Ministério Público Eleitoral, determinou que o caso fosse novamente avaliado. Nesta segunda-feira o tribunal recuou e cassou o mandato do parlamentar.

Em março, a decisão pela  improcedência  da denúncia foi baseada no desaparecimento de um CD, com as provas do crime - o uso eleitoral da fundação Prodente. O TRE alegou que as provas eram frágeis. 

No recurso ao TSE, o Ministério Público Eleitoral alegou que  ao tomar conhecimento do extravio do CD-ROM,   o TRE  deveria ter determinado a imediata suspensão do julgamento da ação, bem como a instauração de sindicância interna para apurar o extravio do CD-ROM, permitindo  que o MPE  restaurasse a prova extraviada dos autos. No recurso, as provas perdidas foram novamente anexadas ao processo, com fundamento no Código Eleitoral e na competência judicial do TSE para restauração de autos.

Em 18 de março a Procuradoria geral da Republica no Amazonas  solicitou  da Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apurar o sumiço das provas. Os mesmos arquivos constantes da Aije já haviam sido periciados pela PF, em junho de 2006, e considerados autênticos, sem edições ou destoamento entre imagem e som. Na mesma data, a PRE/AM ainda forneceu novos cds e cópias dos laudos da perícia realizada pela PF aos relatores do processo.

De posse dessas informações, o Tribunal Superior Eleitoral determinou um novo julgamento, realizado hoje. Nesta terça-feira Nelson Amazonas, filho do deputado, que também consta dos autos como reu, vai a julgamento e pode perder o mandato de vereador.

ENTENDA O CASO - O caso Prodente foi denunciado pelos jornalistas José Maria Castelo Branco e Joaquina Marinho - já falecida - em carta datada de 12 de maio de 2006 à Procuradoria Geral da República no Amazonas, com cópia da gravação de dois vídeos de reuniões dirigidas por Nelson Azêdo, realizadas nos dias 03 e 04 de maio de 2006, nas dependências da fundação, e da qual participaram o vereador Nelson Amazonas e  Ari Moutinho, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do estado. Moutinho foi excluído do processo pelo TRE.  A Prodente, que deveria prestar serviços sem fins lucrativos aos humildes, por ser detentora de certificação de entidade beneficente de assistência social, conferida pelo Conselho Nacional de Assistência Social, era, na realidade, utilizada para promoção pessoal eleitoral de Nelson Azêdo, Nelson Amazonas e, igualmente, do  então vereador e candidato a deputado federal. Ari Moutinho Filho. Os políticos são acusados de utilizar os serviços da Prodente para obtenção de votos de eleitores de Manaus e de Itacoatiara em troca de atendimento odontológico gratuito, durante a campanha eleitoral de 2006.

 

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