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MPF aperta cerco contra crédito rural em áreas protegidas da Amazônia

MPF aperta cerco contra crédito rural em áreas protegidas da Amazônia
MPF aperta cerco contra crédito rural em áreas protegidas da Amazônia

Manaus/AM – O Ministério Público Federal (MPF) apertou o cerco contra o crédito rural direcionado a propriedades em áreas de conservação na Amazônia, pois em uma recomendação, o órgão exigiu que bancos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Banco De Lage Landen Brasil (DLL), Banco Sicredi, Bradesco, Itaú e Santander cancelem o financiamento de empreendimentos nessas áreas.

A medida visa proteger terras indígenas, unidades de conservação e florestas públicas da região, combatendo o desmatamento ilegal e a grilagem. O MPF se baseia na Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.081/2023, que proíbe a concessão de crédito rural para empreendimentos em áreas embargadas por órgãos ambientais ou que estejam inseridas em áreas protegidas.

O prazo para os bancos se adequarem à recomendação é de 30 dias. As instituições financeiras terão que identificar e cancelar todas as operações de crédito em andamento que se enquadrem na nova regra. Casos de sobreposição de áreas e as medidas tomadas deverão ser informados ao MPF em prazos específicos: 60 dias para terras indígenas e 180 dias para unidades de conservação ou florestas públicas.

O MPF alerta que o descumprimento da recomendação poderá gerar sanções aos bancos. As instituições financeiras podem ser responsabilizadas civilmente por danos ambientais causados pelos empreendimentos financiados, mesmo que tenham exigido todas as licenças e autorizações necessárias.

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