"Qualquer problema que as pessoas têm elas levam imediatamente ao Judiciário. É necessário que se encontre
outros meios de solução de litígio, disse nesta sexta-feira em Manaus o ministro do Superior Tribunal de Justiça, José Antônio Dias Toffoli, ( foto), no encerramento do encontro de Administração Judiciária promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM) em parceria com a Escola Superior da Magistratura do Amazonas (ESMAM).
Para Toffoli, o acúmulo de ações na justiça (às vezes desnecessárias) acaba atrapalhando a celeridade dos processos.. Segundo ele, qualquer pessoa que se depara com um problema procura um advogado. E o advogado, ao invés de tentar resolver o problema, vai à Justiça. “E a Justiça tem várias instâncias. Tem um tramite que é o direito de defesa, que ninguém nega que é necessário, pois é um direito de todos nós”.
Isso,de acordo com o ministro, faz com que o processo demore. "Então, um conflito levado ao judiciário deve ser aquele conflito que não pode ser solucionado de outra forma, através de outros mecanismos ", explica Toffoli

No balanço que fez sobre encontro, o presidente da ESMAM, Flavio pascarelli, disse que após as palestras e debates ficou claro que “os Estados Unidos, que tiveram representantes nos debates de Manaus, têm mais a aprender com o Brasil, do que Brasil com os Estados Unidos” ( Veja a entrevista de Pascarelli
P— O que fica para a Justiça do Amazonas esse encontro com os Estados Unidos?
Flávio Pascarelli, presidente da ESMAM — Fica a impressão de que a Justiça brasileira é uma das melhores do mundo. Porque a experiência dos juízes brasileiros no primeiro Colóquio Brasil –Estados Unidos que foi realizado lá, demonstrou que eles têm mais a aprender com a gente do que a gente com eles.
P— A justiça do Brasil, hoje, é mais moderna que a dos Estados Unidos?
Flávio Pascarelli — Sim, estamos bem mais avançados. Inclusive, no que diz respeito ao andamento processual. Por exemplo: eles não conhecem a digitalização dos processos. Na realidade eles não burocratizam muito. A juntada de documentos é feita pelos advogados, mas tudo em audiência. Não fica aquele processo anterior. Resolvem na hora.
P—Qual foi o ponto alto que marcou o encontro?
Flávio Pascarelli — O ponto alto é o dia de hoje, que é a palestra do ministro Toffoli com mediação. O que se busca hoje? Busca diminuir a demanda. A mediação é um instrumento importante porque ela evita que os processos se perpetuem no judiciário. É importante dizer que a Enfam, nesse caso, ela tem reconhecido o trabalho da Esmam no Amazonas, tanto que resolveu fazer em Manaus. Porque isso é um produto da Enfam. O Colóquio é feito pela Enfam, nós estamos apenas sediando.
P— Quem está representando os Estados Unidos?
Flávio Pascarelli — Acabou não vindo ninguém. Pegamos os juízes que participaram lá nos Estados Unidos, e eles trouxeram a experiência desse encontro.
P—Quantos profissionais participaram dos 3 dias do Colóquio?
Flávio Pascarelli — Um total de 100 profissionais. O objetivo hoje é que os juízes amazonenses que participaram se tornem multiplicadores das experiências, essa é a ideia. Agora, o que nós temos de bom lá? O sistema é totalmente diferente, lá o juiz municipal e o juiz estadual são juízes eleitos, só os federais são indicados pelo presidente da república.
outros meios de solução de litígio, disse nesta sexta-feira em Manaus o ministro do Superior Tribunal de Justiça, José Antônio Dias Toffoli, ( foto), no encerramento do encontro de Administração Judiciária promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM) em parceria com a Escola Superior da Magistratura do Amazonas (ESMAM).
Para Toffoli, o acúmulo de ações na justiça (às vezes desnecessárias) acaba atrapalhando a celeridade dos processos.. Segundo ele, qualquer pessoa que se depara com um problema procura um advogado. E o advogado, ao invés de tentar resolver o problema, vai à Justiça. “E a Justiça tem várias instâncias. Tem um tramite que é o direito de defesa, que ninguém nega que é necessário, pois é um direito de todos nós”.
Isso,de acordo com o ministro, faz com que o processo demore. "Então, um conflito levado ao judiciário deve ser aquele conflito que não pode ser solucionado de outra forma, através de outros mecanismos ", explica Toffoli

No balanço que fez sobre encontro, o presidente da ESMAM, Flavio pascarelli, disse que após as palestras e debates ficou claro que “os Estados Unidos, que tiveram representantes nos debates de Manaus, têm mais a aprender com o Brasil, do que Brasil com os Estados Unidos” ( Veja a entrevista de Pascarelli
P— O que fica para a Justiça do Amazonas esse encontro com os Estados Unidos?
Flávio Pascarelli, presidente da ESMAM — Fica a impressão de que a Justiça brasileira é uma das melhores do mundo. Porque a experiência dos juízes brasileiros no primeiro Colóquio Brasil –Estados Unidos que foi realizado lá, demonstrou que eles têm mais a aprender com a gente do que a gente com eles.
P— A justiça do Brasil, hoje, é mais moderna que a dos Estados Unidos?
Flávio Pascarelli — Sim, estamos bem mais avançados. Inclusive, no que diz respeito ao andamento processual. Por exemplo: eles não conhecem a digitalização dos processos. Na realidade eles não burocratizam muito. A juntada de documentos é feita pelos advogados, mas tudo em audiência. Não fica aquele processo anterior. Resolvem na hora.
P—Qual foi o ponto alto que marcou o encontro?
Flávio Pascarelli — O ponto alto é o dia de hoje, que é a palestra do ministro Toffoli com mediação. O que se busca hoje? Busca diminuir a demanda. A mediação é um instrumento importante porque ela evita que os processos se perpetuem no judiciário. É importante dizer que a Enfam, nesse caso, ela tem reconhecido o trabalho da Esmam no Amazonas, tanto que resolveu fazer em Manaus. Porque isso é um produto da Enfam. O Colóquio é feito pela Enfam, nós estamos apenas sediando.
P— Quem está representando os Estados Unidos?
Flávio Pascarelli — Acabou não vindo ninguém. Pegamos os juízes que participaram lá nos Estados Unidos, e eles trouxeram a experiência desse encontro.
P—Quantos profissionais participaram dos 3 dias do Colóquio?
Flávio Pascarelli — Um total de 100 profissionais. O objetivo hoje é que os juízes amazonenses que participaram se tornem multiplicadores das experiências, essa é a ideia. Agora, o que nós temos de bom lá? O sistema é totalmente diferente, lá o juiz municipal e o juiz estadual são juízes eleitos, só os federais são indicados pelo presidente da república.
