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Juiz Branquinho usa direito de ficar calado

"Todo o processo teve início numa denúncia anônima, que no decorrer da ação  se verificou que era de um funcionário que em algum momento se viu privado de uma gratificação. Não sou pedófilo". Esta foi a única frase dita pelo juiz aposentado do Tribunal Regional do Trabalho, Antônio Carlos Branquinho, ao ser ouvido   na CPI da Pedofilia  do  Senado. O juiz, que trabalhava na Vara de Tefé, utilizou a prerrogativa garantida pelo Supremo Tribunal Federal de ficar calado durante a inquirição.
Sobre o acervo de fotografias pornográficas e com cenas de pedofilia constantes nos autos que o levaram à prisão, Branquinho manteve-se calado. Uma das perguntas feitas pelo senador José Nery, se Branquinho considera legítimo que crianças posassem nuas para nu artístico - a maneira como o juiz aposentado classificou as fotos à época - Branquinho também não respondeu. Nem mesmo à simples pergunta, feita pelo senador Magno Malta, sobre o que ele acha de um pedófilo o juiz respondeu.
De acordo com o senador Malta, que preside a CPI da Pedofilia, o juiz produziu nada menos que 49 mil fotografias dele como crianças, outros homens e vários objetivos para a prática de uso sexual, além de crianças consumindo bebida alcoólica e fumando cigarros. Um vídeo foi assistido pelos senadores que integram a comissão e um deles, Papaléo Paes, disse que as imagens são chocantes. "Nas imagens com o juiz a gente vê que as crianças estão lá obrigadas. O que mais choca é que são crianças pobres de 11, 12 e 13 anos de idade e que estão muito nervosas, algumas até tremem", afirmou o senador. "E não há dúvida de que é ele (o juiz) que está no vídeo", completou.

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