Manaus/AM - Traficantes estão inovando no mercado de entorpecentes com a introdução da cocaína negra, uma versão modificada da droga tradicional que se destaca por seu alto valor comercial e por ser quase indetectável por cães farejadores e testes químicos. A substância foi alvo de uma grande apreensão realizada pela Polícia Civil do Amazonas em outubro deste ano.
Durante a operação, os agentes localizaram 49 kg de cocaína, sendo 34 kg da versão negra, escondidos em fundos falsos de móveis e quadros dentro de uma mansão no bairro Ponta Negra, zona oeste de Manaus. A residência, equipada com campo de futebol e heliporto, era usada como base logística por uma organização criminosa envolvida em tráfico internacional.
A cocaína negra é produzida com carvão e toner de impressora, o que altera sua composição e aparência, dificultando sua identificação por métodos convencionais. Por conta dessa sofisticação, o entorpecente pode valer até dez vezes mais que a cocaína comum. Segundo as autoridades, o destino da droga era a Austrália, evidenciando o alcance global da quadrilha.
Um casal foi preso em flagrante durante a ação: German Alonso Pires Rodrigues, 51, e Jeyme Farias Batalha, 45. Eles devem responder por tráfico internacional de drogas e associação criminosa. A polícia ressalta que a droga entra principalmente pelo Rio Solimões, que é usado como rota e corredor estratégico para o narcotráfico.

