A residente Claudia Pereira afirmou que quando a Eletrobrás Amazonas Energia trocou os postes de madeira pelos de concreto, os próprios operários cobraram para refazer as ligações clandestinas de parte dos moradores. "Eles cobravam entre R$ 30 e R$ 40 por casa, na cara dura, em plena tarde, a maioria dos moradores pagou e os gatos foram feitos". Ela credita que os frequentes problemas vêm dessa sobrecarga.
Claudia informou ter ligado para a concessionária na noite de ontem, dia 09, a partir das 22h, horário em que houve a interrupção. "O atendente chegou a me perguntar se o foi o transformador que queimou. Irritada porque isso acontece toda a semana, disse que não sabia e, se fosse técnica, eu mesma subiria no poste", contou.
Ela assinalou que ainda há outros dois problemas. Um é o da queima de eltrodomésticos, pois a energia fica oscilante antes de ser interrompida. "Corro para tirar a tomada da geladeira e rezo para que não a tenha perdido, já que as lâmpadas tem que ser trocadas semanalmente", revelou. "Além disso, como as faíscas caem perto de casas, existe o risco de incêndio generalizado".

