Manaus/AM - A Refinaria da Amazônia (REAM) emitiu um esclarecimento sobre a formação de preços e o abastecimento de combustíveis na região, em meio à instabilidade global causada pelos conflitos no Oriente Médio e à alta do petróleo no mercado internacional. A empresa reforçou que não é a única responsável pelo abastecimento: vende cerca de 30% do combustível comercializado nos postos do Amazonas e 5% na Região Norte, sendo o restante fornecido por Petrobras, importadores e outros distribuidores.
A REAM também destacou que suas unidades continuam funcionando normalmente e que a refinaria está produzindo combustível para evitar falta no mercado. No entanto, devido à idade da planta, construída na década de 1950, a produção de gasolina e diesel depende da importação de insumos do petróleo, que são misturados ao combustível refinado para atender às normas brasileiras.
O comunicado explica ainda que os preços do petróleo e dos derivados importados são definidos no mercado internacional e sofrem grande influência da cotação do dólar e de índices internacionais, como o petróleo Brent. Desde o aumento das tensões no Oriente Médio, a gasolina subiu 36% e o diesel 65% no mercado global, enquanto o preço do barril de petróleo passou de 73 para 110 dólares. Além disso, a REAM considera custos de transporte, seguro e internalização do produto, que também aumentaram.
Diante desse cenário, a refinaria afirma que precisa aplicar preços compatíveis com o mercado internacional, chamados de “paridade de importação”, para conseguir repor os estoques e manter o abastecimento da região.
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