Ao depor na CPi da corrupção no dia de ontem, o prefeito de Manacapuru. Angelus Figueira, desmentiu versão apresentada horas antes pelo ex-prefeito Edson Bessa, de que nada fora encontrado em sua fazenda durante processo de busca e apreensão determinada pela justiça: "Ele mente com o um pivete a um delegado. Os documentos que ele roubou da prefeitura foram encontrados em sua casa, debaixo de sua cama..."
O prefeito de Manacapuru, Angelus Figueira (PV), depôs na tarde desta quinta-feira, 15, na condição de testemunha, à CPI da Transparência, criada no dia 21 de junho para apurar irregularidades administrativa-financeiro praticados de 2005 a 2010, período correspondente às gestões dos ex-prefeitos Afrânio Pereira, Washington Régis e Edson Bessa.
Horas antes do comparecimento de Figueira à CPI,o ex-prefeito Edson Bessa repudiava a denúncia e dizia-se vilipendiado pelas agressões sofridas e disse que viu a sua casa “invadida” por policiais em cumprimento a um mandado de busca e apreensão, assinado pelo juiz Luiz Cláudio Chaves. Segundo Bessa nada foi encontrado na sua fazenda onde foi cumprido a ordem judicial.
“Ele mente como um pivete a um delegado. Os documentos que ele roubou da prefeitura fofam tirados de dentro de sua casa, mais precisamente debaixo de sua cama, como consta neste documento atestado pelo juiz Luiz Cláudio”, afirmou o prefeito FVigueira. “Os documentos da prefeitura foram 100% roubados”, completa.
De igual modo, Figueira valeu-se de provas documentais, entregues à CPI, que dão conta, por exemplo, da adulteração de extratos bancários e de outros documentos que atestam obras jamais realizada.
Depois de exaustiva exposição, que trouxe à lume dezenas de condenações sofridas por Afrânio Pereira pelo TCE, TCU, Procuradoria da Repúlica e de outros órgãos afins, além das obras inexistentes de Washington Régis, como caixa d’água, subestação, adutora e mais de R$ 39 milhões de dívida, o prefeito Angelus Figueira valeu-se do seguinte argumento contra Edson Bessa:
“Antes de assumir o cargo de prefeito, o médico Sidinilson, que era o vice-prefeito do muncípio, renunciou o mandato por não suporta, como disse, tanta roubalheira. Os pacientes vindos da zona rural eram transportados em táxi de carga, um centro cirúrigico foi construído sobre uma fossa, o transporte universitário e o serviço de coleta de lixso estavam oito meses atrasado e os fornecedores com as mãos na cabeça por falta de pagamento. “Que me perdoem, mas lugar de quadrilheiro é na cadeira, conclui.

