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Relação do consumo de drogas de adolescentes e DSTs

- Mais de um quarto da população mundial é representada pelos adolescentes e eles são mais vulneráveis ás doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a AIDS quando estão no grupo daqueles que sofrem violência e exploração sexual e vivem abaixo da linha da pobreza. Aqueles que não fazem parte do ambiente escolar, devido a falta de informação ou mesmo dificuldade em mudar as próprias crenças, estão mais propensos a não adotar o uso de preservativos. Segundo pesquisas aqueles que vivem nas ruas e abusam de drogas lícitas e/ou ilícitas como o crack, maconha, cocaína, álcool e tabaco estão mais vulneráveis. Esse grupo costuma ter relações sexuais desprotegidas, dificuldade na aquisição dos preservativos e, sofrem violência doméstica e exploração sexual comercial. A maioria deles acredita que não irá contrair nenhum tipo de DSTs e por isso a disseminação dessas doenças só aumenta. Pesquisadores salientam para a necessidade de serviços para esse público, como alimentação, educação, esporte, atividades artísticas, assistência à saúde e abrigo, pois isso causaria uma menor exposição ao ambiente da rua e uma prevenção contra essas doenças. Uma vez na rua a prostituição e o uso de drogas se misturam, ou seja, há a comercialização do próprio corpo em troca da droga. Pesquisadores afirmam que muitas vezes o não uso do preservativo sugere uma necessidade de encontrar um parceiro amoroso dentre os disponíveis e o desejo de engravidar, ou seja, buscam o prazer que não tiveram em suas casas. Uma intervenção multidisciplinar é necessária para erradicar essa situação. Referência: NUNES, E.L.G.; ANDRADE, A.G.de. Adolescentes em situação de rua: prostituição, drogas e HIV/AIDS em Santo André, Brasil. Psicol. Soc, v.21, n.1, 2009. Por Joyce Rouvier

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