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Alterações metabólicas e nutricionais decorrentes do uso de drogas

- Os malefícios dos abusos de drogas lícitas ou ilícitas como álcool, tabaco, cocaína, maconha, crack, heroína, entre outros já é bem conhecido, mas como isso afeta o comportamento alimentar e o estado nutricional dessas pessoas ainda não é. Essas alterações nos hábitos afeta diretamente a absorção e o metabolismo de nutrientes específicos. Tomando como exemplo o crack além dessa questão nutricional, aspectos físiológicos e físicos estão presentes, como por exemplo alterações hepáticas e renais, principalmente se estiverem associados ao consumo concomitante com outras drogas. Muitas vezes o uso do crack é combinado ao da maconha visando diminuir a "fissura" dos usuários e os demais efeitos ansiogênicos do crack. Se estiver ainda associado ao consumo do álcool os prejuízos hepáticos aumentam já que o álcool atrapalha a absorção de vitaminas A e E, cobre, zinco e selênio. Como fazem o uso de latas de alumínio para inalarem a fumaça proveniente da queima da pedra, apresentam um maior nível sérico desse metal o que pode provocar problemas neurológicos e intoxicação irreversíveis, além de lesões no tecido cutâneo. Pesquisadores afirmam que a combinação de crack com cocaína afeta o aparelho excretor e gera distúrbios metabólicos como a insuficiência renal aguda secundária, a hipertermia, a hipoglicemia, a acidose lática, a hipocalemia e a hipercalcemia. Referência: ETCHEPARE, M. et al. Perfil de adolescentes usuários de crack e suas consequências metabólicas. Revista da AMRIGS, Porto Alegre, v.55, n.2, p.140-146, 2011. Por Joyce Rouvier

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