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Atividade física como tratamento para dependentes químicos

- A dependência de drogas ou "fissura" induz a neuroadaptação cerebral levando a um intenso desejo de utilizar uma substância específica e pode ser dividida em quatro tipos: resposta à síndrome de abstinência, resposta á falta de prazer, resposta condicionada a estímulos relacionados às substâncias e tentativa de intensificar o prazer em certas atividades. Alguns estudos sugerem que essa dependência acarreta em uma queda da serotonina (hormônio do bem-estar) e que a atividade física ajudaria a aumentar os seus níveis podendo diminuir alguns casos de depressão e ansiedade dos usuários. Além do benefício físico também auxiliaria no mental, melhorando os mecanismos de memória e aprendizagem. A atividade física faz com que o organismo se adapte a um patamar maior de capacidade de resposta e, a dependência química acarreta em uma perda progessiva dessa capacidade. Para cada indivíduo sua intensidade irá variar respeitando a individualidade biológica de cada um. A sensação de prazer fornecida pela droga será substituída pela sensação provocada pela liberação de substâncias, como as endorfinas, as quais geram essa mesma sensação. Como o seu uso pode causar alterações fisiológicas, essas devem ser analisadas antes do começo de qualquer exercício a fim de analisar qual o melhor tipo, duração e intensidade. Estudos demonstram que a prática regular de exercícios físicos melhoram a auto-estima, auto-eficácia e bem-estar, os enconrajando e gerando pensamentos e sentimos positivos. Ela também irá ajudar o dependente no treinamento do auto-controle, onde ele irá aprender a se controlar nas situações adversas da vida e do tratamento, evitando assim reações psicofísicas exageradas e comportamento social inadequado e agressivo. Referência: BOLAÑOS-COSSIO, M.A.; ARRUDA, M. de.; STUCCHI, S. Dependência química e sua relação com a atividade física. Rev Bras de Ciênc da Saúde, ano VII, n.21, 2009. FERREIRA, G.F. de. Efeitos da atividade física no tratamento de dependentes químicos: uma revisão de literatura. EFDesportes.com, Buenos Aires, ano 15, n.166, 2012. Por Joyce Rouvier

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