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Procuradoria-Geral de SP será chefiada por pessoa negra pela primeira vez em sua história

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nomeada pelo governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), nesta segunda-feira (25), Inês dos Santos Coimbra será a primeira pessoa negra a comandar a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) nos quase 75 anos de existência da instituição.

Inês é procuradora estadual de carreira há 18 anos, sendo que nos últimos quatro chefiou a assessoria jurídica da PGE. Sua trajetória é marcada por atuações em temas como regularização fundiária e imobiliária, habitação popular, concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas).

"Essa não é uma conquista pessoal apenas. É uma conquista importante para um grupo maior, que transcende muito a minha vida. Um grupo que foi, por muito tempo, inviabilizado —especialmente as mulheres negras. Ascender a essa posição me traz essa alegria a mais", afirma à reportagem.

"Em qualquer lugar que a gente esteja, também é um movimento de representatividade", segue.

Aos 44 anos, a recém-eleita procuradora-geral é mestre em direito do Estado pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo e professora do curso de especialização em direito administrativo da instituição.

Coimbra sucede a procuradora-geral Maria Lia Pinto Porto Corona, que ocupava o cargo desde 2019.

À frente da PGE, ela diz querer aprimorar os trabalhos que já vinham sendo desenvolvidos por outras gestões e a partir dos aprendizados adquiridos com a pandemia da Covid-19.

"Não somos só uma carreira de Estado, mas uma carreira que faz a representação judicial do Estado e seu assessoramento jurídico. Estamos em muitas frentes e em muitas secretarias. Temos muitos dados que podemos utilizar para a formulação de políticas públicas", afirma.

Coimbra afirma ainda que a PGE se guia por uma atuação técnica, não política, e por isso não deve sofrer influência das eleições deste ano.

"A gente tem uma atribuição muito importante de conferir segurança jurídica para as políticas de Estado que estão sendo implementadas", diz. "Nossa principal atuação aqui é no sentido de dar segurança jurídica para o gestor, nos limites das leis, do que é possível ou não é possível."

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