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Morre professor que foi preso por faixa 'Fora Bolsonaro Genocida' em Goiás

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O professor Arquidones Bites, que foi preso em 2021 por usar uma faixa com os dizeres "Fora Bolsonaro Genocida", morreu nesta quinta-feira (30) em Goiás.

Arquidones sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) Hemorrágico -ou seja, o rompimento de um vaso cerebral, que provoca uma hemorragia.

Ele estava internado há três dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hetrin (Hospital de Urgência de Trindade em Goiás).

O homem é doador de órgãos e, segundo o PT, a família autorizou o hospital a fazer o processo.

Ainda não há horário do velório em razão dos procedimentos médicos para a doação e, posterior, liberação dos corpos.

Arquidones era professor de história e atual secretário estadual de movimentos populares do PT de Goiás. Ele foi candidato a deputado federal em Goiás pela sigla em 2022, mas não venceu o pleito.

"Foi para uma outra dimensão, deixando um legado incomparável de luta, compromisso e crença numa sociedade fraterna e solidária; tenho muito orgulho de ter participado de várias batalhas ao lado dele", disseBerilo Leão, irmão de Arquidones.

"O PT de Goiás agradece toda dedicação que o professor Arquidones colocou em defesa da classe trabalhadora e se solidariza com os companheiros e companheiras de partido, amigos e familiares neste momento de dor", declarou a vereadora Kátia, presidente do PT de Goiás.

RELEMBRE O EPISÓDIO

À época da prisão, o docente disse ao colunista do UOL Chico Alves que perdeu três pessoas da família para a covid-19 e acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro de negligência na compra de vacinas.

Na ocasião, o homem foi detido por um PM que exigiu que ele guardasse a faixa. Arquidones se recusou e o policial o prendeu, tentando enquadrá-lo na LSN (Lei de Segurança Nacional).

Durante a prisão, o professor foi derrubado com uma rasteira, além de levar socos e chutes, sendo algemado na sequência.

Arquidones foi levado à sede da PF (Polícia Federal) em Goiânia, mas foi liberado após o delegado não identificar a prática de crime prevista na LSN.

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