BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) de Minas Gerais anunciou nesta sexta-feira (13) medidas para prevenir o avanço do coronavírus nas unidades prisionais do estado. Entre elas está a suspensão de visitas íntimas e de visitas de idosos, além de restrição de um visitante por preso. As regras também valem para o sistema socioeducativo. Os visitantes serão submetidos a avaliação para evitar transmissão do vírus a pessoas cumprindo pena. A secretaria também prepara unidades para receber possíveis contaminados. Até então, havia uma orientação do governo para que pessoas com sintomas de gripe não visitassem familiares apenados. Minas Gerais possui cerca de 70 mil presos. Nesta sexta, o número de casos investigados passou para 378 -69 foram descartados, 307 estão sendo investigados e dois foram confirmados. No Espírito Santo, um protocolo de atuação será ativado na próxima segunda-feira (16), com ações previstas para visitantes, servidores e presos, alertando sobre sintomas e cuidados. A Pastoral Carcerária publicou uma carta manifestando preocupação com a disseminação do vírus no sistema carcerário. O texto cita a incidência de tuberculose nas prisões, que chega a ser 30 vezes maior do que nas ruas. A entidade diz que as medidas que vêm sendo adotadas são de pouca eficácia, e não garantem que presos não sejam contaminados. A entidade pede liberação de presos, para evitar epidemia, e que sejam adotadas ações clínico-epidemiológicas preventivas. "Se o vírus se espalhar pelas prisões brasileiras, as consequências serão desastrosas. 80% dos casos de coronavírus têm sintomas leves, como uma gripe; no entanto, presos e presas possuem imunidade muito baixa por conta das condições degradantes existentes no cárcere", diz o texto assinado pela Irmã Petra Pfaller, coordenadora nacional da Pastoral.