BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - A partir das 8h de segunda-feira, todos os moradores da Espanha devem sair de casa apenas para atividades essenciais: comprar comida ou remédios, ir ao médico e trabalhar. O país tem cerca de 47 milhões de habitantes. A medida, que já era esperada, foi anunciada às 21h30 deste sábado (17h30, no horário do Brasil) pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Assim como na Itália e na Eslováquia, viagens (mesmo dentro do país) só serão permitidas em casos de emergência ou para cuidar de idosos ou crianças. A medida dura 15 dias. Restaurantes, bares e lojas ficarão fechadas, com exceção de farmácias e mercados. O transporte público continua em funcionamento. As fronteiras foram fechadas para estrangeiros ou pessoas que não tenham residência permanente na Espanha. O governo também vai reduzir em 50% os voos a partir da próxima semana. O país já havia suspendido as aulas em todas as escolas e cancelado partidas de futebol. "Vamos adotar medidas drásticas, que vão ter consequências", afirmou Pedro Sánchez ao apresentar as medidas. O primeiro-ministro disse que o mundo está lidando com uma pandemia, que agora tem seu epicentro na Europa, e que é preciso concentrar poderes para adotar medidas homogêneas em todo o país para frear a doença; Entre as atividades que serão permitidas fora de casa, Sánchez mencionou várias vezes "passear com o cachorro". A Espanha havia decretado na sexta(13) estado de emergência, que permite limitar a circulação de pessoas temporariamente. Também permite requisitar bens e serviços temporários, ocupar temporariamente empresas, impor racionamentos e outras medidas para garantir o fornecimento de produtos essenciais. Polônia, República Tcheca, Estônia e Letônia já haviam feito o mesmo nos últimos dias. Diferentemente dos estados de exceção ou de sítio, o de emergência não afeta direitos como liberdade de manifestação ou de imprensa. Neste sábado, a França anunciou o fechamento de bares, restaurantes e lojas.