Em Parintins, quando um festival acaba, o próximo já começa a ser “desenhado”. Mais um período de trabalho é iniciado, no qual a organização financeira é fundamental para colocar em prática todo projeto de arena a ser apresentado. Diante disso, é fundamental que haja comprometimento dos presidentes e diretores para que a qualidade do evento seja prioridade. Em 2023, o festival quase foi comprometido por essa falta de seriedade.
Como parâmetro, me refiro ao desempenho do Garantido, que não foi dos melhores nas duas últimas edições do festival, por conta da má gestão financeira. Este “câncer” já deveria ter sido extirpado do festival. Não se pode admitir que os dirigentes não sejam responsabilizados por atos escusos e improbidade administrativas. Lembrando que em anos anteriores, o Boi Caprichoso também já passou por maus bocados por conta de uma má administração. Ambos são devedores, já tiverem seus patrimônios penhorados e tem a imagem “arranhada” por acordos não cumpridos.
Garantido e Caprichoso têm de ser geridos como empresas e seus estatutos precisam ser bem mais rígidos. Atualmente, as prestações de contas dos bois ocorrem apenas após a realização do festival e não de forma contínua. O conselho fiscal não exerce seu pleno poder de auditor mensalmente nas contas, não existe transparência nas transações e contratações dos bumbás. Fica tudo para uma única assembleia de prestação de contas, onde muitas vezes os presidentes têm maioria esmagadora dos votos, conseguindo assim aprovar seus feitos e deixando dívidas enormes.
A “cereja do bolo” fica por conta da falta de penalização dos “maus gestores” e o não atrelamento dos seus patrimônios pessoais como garantia de seus atos. Ou seja, as associações ficam com o nome “sujo”, enquanto o presidente e sua diretoria saem ilesos e com as contas aprovadas.
Já esta passando da hora de uma reformulação dos estatutos bovinos. A responsabilidade fiscal tem que ser premissa no vértice dos regimentos. O endividamento irresponsável tem de ser penalizado com a perda do patrimônio dos ímprobos. Não se pode mais admitir que a festa seja manchada por falta de pagamento dos seus principais atores, or artistas e suas equipes.
Temos de respeitar os investimentos dos patrocinadores e suas marcas atreladas à festa. Vale lembrar que juntos, Garantido e Caprichoso, contam com uma arrecadação de mais de 30 milhões de reias em patrocínio, venda de ingressos e royalties. O Festival de Parintins é um espetáculo cultural, uma gigantesca ferramenta turística, que gera milhares de empregos e que, além da cultura, movimenta setores como o industria, comércio e serviços no Amazonas.
Pela penalização dos “maus gestores” do Festival de Parintins, Turismo Eu Acredito!


