Início Turismo, eu acredito! Amazonino Mendes, um eterno viajante
Turismo, eu acredito!

Amazonino Mendes, um eterno viajante

Amazonino Mendes, um eterno viajante
Amazonino Mendes, um eterno viajante

Ontem, nosso domingo amanheceu com muita chuva e não era um temporal, mas uma chuva de lágrimas que caiu sobre a nossa gente. Perdemos um grande líder! Os céus anunciaram sua partida! A floresta chorou muito e o Amazonas lamentou a perda do maior de seus estadistas, Amazonino Armando Mendes. Ele partiu, fez sua ultima viagem rumo ao Paraíso Eterno do Pai. 

Vou pedir licença aos meus leitores e escrever um pouco sobre nossas viagens, um pouco da intimidade que tive o prazer de aproveitar ao acompanhá-lo. Amazonino era um eterno viajante, entusiasta do turismo e, sobretudo, um caboclo que aprendia todo dia com novos destinos. Conviver com ele foi um privilégio para poucos. Eu me sinto bastante afortunado por isso.

Viajamos para muitos lugares. Estados Unidos, Chile, Peru, Paraguai, além de muitas capitais brasileiras. Foram momentos únicos, recheados sempre de muito debate e comparações, mas, principalmente, de ter idéias e aplicar o desenvolvimento turístico em nosso Amazonas. 

Em Lima, vimos o cuidado dos peruanos com suas praças e parques públicos e ele comentou: “O povo tem direito a ter uma praça e lazer gratuitos. Por isso fiz questão em criar a Ponta Negra”. Em Miami, olhava os viadutos e elevados e falava todo tempo em mobilidade urbana e fluidez no trânsito. Em lojas especializadas de material de pesca, escolhia as iscas e me alertava sobre a necessidade da lei do defeso do tucunaré nos municípios do Amazonas. 

Na fronteira do Paraguai, me contou sobre como o comércio da  Zona Franca de Manaus (ZFM) perdeu sua relevância, devido ao descuido com o contrabando que passa pela Ponte de Amizade. Na viagem a Nova York, buscou conhecimento sobre como combater a violência urbana que aflige nosso povo e me relatou o modelo bem sucedido aplicado em Medellin, na Colômbia. Era assim, uma “enciclopédia” de conhecimento e um turbilhão de idéias. Eu, que assim como ele, adoro empreender e realizar, achava aquilo o paraíso!

Muito obrigado “gigantão”, você me deu a oportunidade de fazer o turismo virar pauta no Amazonas. Mesmo me conhecendo pouco há época, confiou no meu potencial e me nomeou na Amazonastur.  Me ensinou a nunca desistir de meus ideais, mesmo que alguns sejam incompreensíveis. Seguirei sempre com seus conselhos na cabeça e no coração, pode estar certo! Valeu Negão, só temos a agradecer e rezar para que Deus conforte todos os seus. 

Pelo aprendizado que recebi do Amazonino, Turismo, eu acredito!

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