Estamos assustados. A insegurança tem se feito cada vez mais presente no Amazonas, principalmente em áreas mais afastadas, como na região do Vale do Javari, onde, neste mês, foram assassinados o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips. Essa atrocidade, além de ceifar vidas e nos deixar apreensivos, demonstra que, no quesito segurança, estamos quase uma “terra de ninguém e sem lei”.
É lamentável olhar para o Vale do Javari — que faz parte dos municípios de Atalaia do Norte e Guajará — e ver que o narcotráfico, garimpo, exploração ilegal de madeira, pesca e caça irregulares e outros crimes ambientais têm tomado conta dessa área, tão rica e com potencial para o ecoturismo, etnotunirismo, o turismo de fronteira (pela proximidade com o Peru) o turismo de pesquisa (o vale atrai pesquisadores do mundo inteiro), entre outras tantas atividades turísticas.
Os assassinatos acendem, mais uma vez, o alerta de que o nosso Estado está carente e precisa de mais segurança. É fundamental a presença das polícias, maior atuação de órgãos ambientais e atenção redobrada das Forças Armadas na área para garantir a segurança da fronteira, da população e, também, dos turistas que optam por conhecer a região. Os governos estadual e federal precisam agir!
Temos de ter segurança, mais cuidado com o nosso povo, medidas mais eficazes voltadas ao meio ambiente e estimular atividades sustentáveis, como o turismo, que pode elevar a região do Vale do Javari a outro patamar com a imagem que merece.
Pelo fim da insegurança no Vale do Javari, Turismo Eu Acredito!



